Polícia Civil vai fazer reconstituição da morte da estudante Isabele

Trabalho será feito no dia 18; laudo da Politec revela que tiro que matou menor não foi acidental

Todo o mistério da morte da estudante Isabelle Guimarães Ramos, de 14 anos, alvo de um tiro de pistola calibre 380, pode ser esclarecido na´próxima terça-feira (18), quando a Polícia Civil vai realizar a reconstituição do crime.

A arma teria disparado acidentalmente ao cair no chão, mas, de lá para a cá, a Polícia descobriu uma série de contradições, aumentando cada vez mais a polêmica e o mistério sobre o caso.

No começo desta semana, a Polícia Civil recebeu laudos periciais de local de crime e de balística.

Seundo a Diretoria Metriopolitana de Criminalística da Politec, o tiro que matou a estudante não foi acidental e aconteceu a curta distância, entre 20 a 30 centímetros da vítima.

A conclusão dos trabalhos foi entregue ao delegado Wagner Bassi, titular da Delegacia Especializada do Adolescente, que vai comandar a operação de reconstituição do crime.

De acordo com o laudo, o disparo que atingiu a adolescente ocorreu após “acionamento regular do gatilho” da pistola Imbel que estava em poder de sua amiga, da mesma idade.

E o tiro, segundo o documento, foi dado a curta distância.

“O disparo foi executado mediante o acionamento regular do gatilho da pistola Imbel com o atirador na porção esquerda do banheiro. No ato do disparo, o agressor posicionou-se frontalmente em relação à vítima, sustentou a arma a uma altura de 1,44 m do piso com alinhamento horizontal e uma distância entre 20 e 30 centímetros da face da vítima”, diz trecho do laudo.

No laudo, anexado ao ao inquérito policial que investiga as circunstâncias da morte de Isabele, os periros esclarecem que “o motivo e a finalidade da ação não foram determinados” no exame.

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