DELEGADO Diz ; Minha cabeça custou R$ 30 milhões

O delegado Flávio Stringueta afirmou que a sua saída da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), após criticar o Ministério Público de Mato Grosso (MP) em um artigo de opinião, gerou um ‘lucro’ de R$ 30 milhões à Policia Judiciária Civil (PJC).   Ele foi afastado do comando da GCCO e ainda não foi realocado.

 

Segundo Stringueta esse valor foi depositado logo após o seu afastamento. “Tem colegas que comentaram que a minha cabeça custou R$ 30 milhões que foi depositado há pouco tempo, depois do artigo e do meu afastamento”, disse em entrevista à rádio Vila Real nesta quinta-feira (25).

 

O valor citado pelo delegado foi repassado por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) através do MP. E que o seu afastamento ocorreu para evitar que os repasses que a Polícia Civil recebe através de TACs não fossem prejudicado.

 

“A polícia não tem orçamento próprio e tem que ficar passando o pires para receber migalhas do governo e com a participação e o auxílio do MP. A polícia está conseguindo muitos avanços, como por exemplo, a nova sede Polícia Civil que vai custar R$ 30 milhões”, explicou.

 

Flávio Stringueta disse que se sentiu arrasado com a sua saída da GCCO e que não esperava alguma retaliação por conta do artigo. “Os diretores diziam ser meus amigos. Foi uma decisão precipitada porque não tinha como saber se teria algum problema na relação com o Ministério Público”.

 

Corredor

Atualmente o delegado se encontra de licença médica, por conta de uma doença autoimune, e aguarda ser chamado pela direção para saber onde atuará dentro da polícia. “Hoje eu estou no que chamamos de corredor. Ou seja, não tenho nenhum cargo e nenhuma lotação por enquanto”.

 

“Quando eu fui tirado da GCCO, que foi uma situação muito desagradável, eles não me disseram pra onde eu iria. Que eu só estaria à disposição da diretoria”, completa.

 

Stringueta foi desligado da GCCO em 1º de março, após repercussão do seu artigo de opinião, em que critica duramente o Ministério Público. No artigo, o delegado faz menção ao fato do MP comprar 400 aparelhos smartphones por R$ 2,2 milhões. Só para Iphone serão gastos R$ 1,6 milhão. Mesmo depois da repercussão negativa, ele divulgou mais dois artigos fazendo novas críticas ao Ministério Público.

 

“Semanas atrás, o Brasil inteiro foi surpreendido com várias publicações dizendo que o nosso MPE/MT, cada promotor de ‘justiça’, receberia um smartphone de última geração”, escreveu no primeiro artigo.

 

“Virou notícia, e vergonha, nacional. O que se esperaria dos promotores, ou seus líderes, ou do inconsequente idealizador desse absurdo? Que não tivessem feito. E, como já tinham feito, que pedissem desculpas à sociedade pelo erro e sumissem de cena. Mas não. Continuaram. Irão receber os tais aparelhos, como se não tivessem condições de ter algo assim para trabalhar e se comunicar. Uma juíza assim autorizou”, continuou em seu texto.

 

 

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