Vereador Adevair Cabral FAZ projeto para ensinar educação financeira nas escolas de Cuiabá

Um projeto de lei de autoria do vereador Adevair Cabral (PTB), que passou a tramitar na Câmara Municipal de Cuiabá desde o dia 11 de fevereiro deste ano, tem como proposta a inclusão da educação financeira nas escolas municipais. A proposição, segundo o parlamentar, tem o objetivo de instruir desde cedo a criança, para que ela não esteja no futuro, entre o já alto percentual de cuiabanos endividados.

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em parceria com o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio-MT (IPF-MT), divulgada em fevereiro, aponta que 72,7% dos cuiabanos iniciaram o ano de 2021 endividados. Os maiores vilões são os cartões de crédito, carnês, cheques e empréstimos.

O projeto solicita que o Poder Executivo adote por pelo menos uma hora por semana, atividades sobre o consumo consciente e educação financeira, como palestras com profissionais do ramo, o uso de livros, apostilas, além de debates, nas escolas da rede municipal.

“Precisamos conscientizar os cuiabanos a terem uma vida financeira saudável. Sou servidor público do município e vejo que 99% da minha classe está endividada hoje em dia. Por isso existe a necessidade de educarmos desde cedo os nossos filhos sobre o assunto para que ele dê valor ao dinheiro e o use no futuro de forma responsável”, disse o vereador, em entrevista ao CapitalNotícia.

Apresentado na segunda semana de fevereiro, o projeto foi analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação e rejeitado, tanto pelo relator Chico 2000 (PL), quanto pelos vereadores Lilo Pinheiro (PDT) e Renivaldo Nascimento (PSDB), que entenderam que o projeto é inconstitucional.

Em seu voto, o relator Chico 2000 apontou a inconstitucionalidade da matéria e defendeu que a iniciativa para alteração na grade curricular de escolas deve partir somente do Poder Executivo.

O autor da proposta, no entanto, garantiu que não irá desistir de emplacar o projeto, mesmo que ele seja reprovado pelo plenário da casa de leis. “A decisão da CCJ ainda será votada no plenário e se for mantida, pretendo apresentar a ideia ao prefeito Emanuel Pinheiro e à secretária Edileine de Souza, para que o Executivo a implante”, afirmou.

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