A esposa do empresário Fábio Serafim de Oliveira, de 45 anos, foi presa preventivamente nesta quarta-feira (12), em Guarapari, no Espírito Santo. Investigada por crimes relacionados ao abuso e à exploração sexual infantil, ela foi localizada enquanto realizava uma viagem de passeio.
O mandado de prisão foi expedido pela Justiça após representação da delegada Layssa Crisostomo, da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis (DEDMV) de Sorriso, município localizado a 420 quilômetros de Cuiabá. Conforme a Polícia Civil, a mulher é investigada pelos mesmos crimes atribuídos ao marido, entre eles estupro de vulnerável e delitos envolvendo produção, armazenamento e divulgação de material de exploração sexual infantil.
A investigação teve início depois da prisão de outra mulher, suspeita de aliciar crianças e adolescentes e encaminhar arquivos com cenas de abuso sexual infantil a outras pessoas. A análise do telefone celular apreendido com essa investigada, somada às demais informações reunidas durante as diligências, levou os policiais até o empresário e a esposa.
Durante o avanço das apurações, os investigadores encontraram indícios da existência de vídeos e imagens envolvendo menores de idade e o empresário. Fábio Serafim foi preso no dia 15 de julho deste ano. Na ocasião, a esposa não foi detida, mas permaneceu submetida a medidas cautelares determinadas pela Justiça.
O inquérito policial foi concluído na última sexta-feira (7) e encaminhado ao Poder Judiciário. Ao apresentar os resultados da investigação, a delegada responsável pelo caso pediu a prisão preventiva da mulher. A solicitação foi acolhida pela Justiça no domingo (9).
Depois da expedição do mandado, policiais civis de Mato Grosso passaram a acompanhar os deslocamentos da investigada e descobriram que ela havia viajado para Guarapari. A Polícia Civil do Espírito Santo foi acionada e prestou apoio para localizar a mulher e cumprir a ordem judicial.
Ao longo da investigação, os policiais também apreenderam armas de fogo, munições, aparelhos celulares, computadores, dispositivos de armazenamento, fitas VHS e outros materiais. Os objetos serão submetidos à perícia para verificar o conteúdo armazenado e identificar possíveis elementos relacionados aos crimes investigados.
A Polícia Civil mantém as diligências para esclarecer a participação de cada investigado e apurar se outras pessoas estão envolvidas no esquema. O processo tramita sob sigilo judicial para proteger a identidade e a intimidade das vítimas, todas menores de idade.