Viúva teria tentado acusar pedreiro de furtar cheque que era ‘sinal’ de matador

Depoimento da mãe do empresário Toni da Silva Flor, que foi morto a tiros em Cuiabá, revela que a então esposa da vítima, Ana Cláudia Flor, teria tentado incriminar um pedreiro pelo furto de um cheque que gerou uma movimentação suspeita na conta do casal.

 

Consta no depoimento da mãe do empresário, prestado à polícia semanas após o assassinato de Toni Flor, em agosto de 2020, que a vítima teria notado meses antes uma movimentação estranha na conta de sua empresa e acionou o bando.

Ao falar com o responsável na agência bancária, o empresário havia sido informado que o cheque em questão teria sido movimentado por Ana Cláudia. Ao questionar a esposa sobre a transação, ela o teria dito que havia deixado um cheque no valor de R$ 4 mil em uma bancada de casa na presença de um pedreiro.

Ao marido, Ana Cláudia contou que, posteriormente, com o suposto sumiço do cheque, ela teria acreditado que o pedreiro houvesse furtado. O empresário não deu mais detalhes sobre o ocorrido à mãe, mas disse que não tentou resolver a situação pelo fato de que perderia muito tempo de serviço.

No mesmo dia do depoimento da mãe, a irmã de Toni Flor também foi ouvida pela polícia. Questionada sobre o cheque, ela relatou que o irmão e sua cunhada tinham conta conjunta bancária.

À irmã, o empresário teria contado que ao acessar a conta notou a movimentação de um cheque no valor de R$ 5.630, que estava pronto para ser descontado. Em contato com o banco, Toni Flor conseguiu sustar o cheque e disse à irmã que era distraído e não se importou com a situação depois disso.

Paralelamente, durante as investigações, a polícia recebeu denúncia de que o executor do crime teria recebido um “sinal” – valor calção – para matar o empresário. Esse valor seria muito próximo do relatado nos depoimentos tanto da irmã quanto da mãe de Toni Flor.

 

O caso

Toni Flor foi morto a tiros quando chegava para treinar pela manhã na academia, em Cuiabá. O caso foi registrado em agosto de 2020, sendo que a viúva do empresário é a principal suspeita de encomendar o assassinato.

O primeiro preso, Igor Espinosa, deu detalhes de como executou a vítima, incluindo como fez a negociação com Ana Claudia.

Ele estava sentado no meio-fio da academia, no bairro Santa Marta, quando abordou o empresário dizendo “perdeu”. Em seguida, disparou 5 vezes contra a vítima.

Depois fez uma videochamada com Ana Claudia e mais dois intermediadores. O acordo era R$ 60 mil, distribuídos em R$ 20 mil para cada.

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