MT bate recorde com receita de mais de US$ 10 bilhões

As exportações de produtos do agronegócio tiveram em maio o melhor momento para o mês em toda a história do comércio exterior de Mato Grosso. Somente no mês passado foram contabilizados US$ 2,26 bilhões em negócios.

Com a performance de maio, aliada às registradas desde janeiro, o Estado soma receita recorde nos primeiros cinco meses de 2021, em pouco mais de US$ 10,02 bilhões. O volume contabilizado é inédito para o período e representa quase 20% de tudo que o País movimentou nos primeiros cinco meses de 2021.

Além de recorde, conforme dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a receita estadual contabilizada de janeiro a maio é 25% maior que a registrada em igual acumulado do ano de 2020, quando o saldo era de US$ 8,03 bilhões.

Dos mais de US$ 10 bilhões faturados no período, por Mato Grosso, 74,57% vieram dos embarques do complexo soja (grão, óleo e farelo), 12,54% das exportações do algodão em pluma, 7,26% dos envios de carnes e 3,90% das movimentações com o milho.

No ranking nacional, Mato Grosso lidera com US$ 10,02 bilhões, seguido por São Paulo, US$ 7,41 bilhões e o Paraná, US$ 5,96 bilhões.

Conforme o Mapa, o saldo do País em maio também foi recorde, com receita de US$ 13,94 bilhões, alta de 33,7% em relação a maio de 2020.

De acordo com análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), as vendas foram influenciadas pelo incremento nos preços internacionais das commodities. O índice de preço dos produtos do agronegócio exportados pelo Brasil aumentou 24,6%, enquanto o crescimento do índice de quantum foi de 7,3%.

Analistas apontam que a pandemia precipitou uma nova era de uso intensivo de commodities, na medida em que os governos enfatizam a criação de empregos e sustentabilidade ambiental, ao invés do foco na estabilidade financeira desencadeado pela crise de 2009. Além disso, a forte demanda chinesa permanece pressionando os preços de grãos, como milho e oleaginosas, destinados à recomposição e ampliação dos rebanhos suíno e de frango na China.

O complexo soja continua como principal destaque, responsável por praticamente 60% do valor das exportações do agronegócio no mês passado. De acordo com o boletim da SCRI, o cenário internacional da soja em grão reflete baixos estoques norte-americanos e elevadas aquisições chinesas.

As exportações brasileiras registraram volume recorde de 16,4 milhões de toneladas de soja em grão em maio (+16,3%). O montante e a elevação do preço médio de exportação (+34,5%; US$ 447,73 por tonelada) geraram valor recorde de US$ 7,34 bilhões nas exportações do produto (+56,3%): +US$ 2,64 bilhões em valor absoluto.

Em maio, a China foi o país que mais importou soja em grãos (11,2 milhões de toneladas), equivalente a 68% do total exportado pelo Brasil ou aumento absoluto de 1,1 milhão de toneladas em relação a maio de 2020. A União Europeia aparece na segunda posição com 1,552 milhão de toneladas (-8,8%), seguida pela Turquia com 730 mil toneladas (+74,5%).

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