BOMBA!!! Empresário da comunicação faz acordo com MP para se livrar de inquérito por assédio sexual

Ex-funcionária denunciou à PJC ter sido vítima de assédio sexual de um empresário que negou crime em depoimento afirmando que é impotente

Um empresário da comunicação de Cuiabá fez uma transação penal com o Ministério Público Estadual (MPE) e pagou R$ 1.320 parcelados em três vezes para se livrar de um inquérito criminal por assédio sexual e injúria contra uma ex-funcionária que o denunciou à Polícia Civil em julho de 2022.

A sentença que declarou extinta a punibilidade do empresário J.P.M. foi publicada pelo Juizado Especial Criminal Unificado de Cuiabá, em abril passado.

Em boletim de ocorrência, a ex-funcionária K.L.S.O. relatou à Polícia Civil ter sido contratada por J.P.M. em dezembro de 2021 para trabalhar em um site de notícias e que, já nos primeiros dias de trabalho, começou a ser assediada pelo ex-patrão que a chamava de “linda” e com outras frases de cunho assedioso, como “vou cuidar de você, você vai ser bem cuidada”.

Dias depois, ela relatou que o assédio continuou com frases como “eu nunca te vi e sempre te amei” e que “ainda quero fazer muitas coisas com você”. A ex-funcionária narrou à Polícia ter pedido para que o patrão cessasse com as investidas, o que não aconteceu, segundo ela.

Ela relatou ter recebido diversas mensagens de cunho sexual como “tenho muito tesão por você”.

A ex-funcionária também relatou que, em determinada ocasião, a ex-funcionária e outro colega ficaram até mais tarde no expediente e foram embora de carona com o empresário que teria elevado o tom do assédio dizendo “você tem cara que faz um boquete maravilhoso, você deve ser térrível na cama” e que ao deixá-la no condomínio onde morava ele teria dito a ela: “eu já ajudei um monte de biscate que mora aí”.

Ao não corresponder com as investidas do ex-patrão, K.L.S.O. relatou que passou a ser agredida verbalmente pelo ex-patrão: “você é uma incompetente, filha da puta”, sempre ameaçando a demitir.

Ela também contou que no dia de seu aniversário o empresário a convidou, em tom intimidatório, para ir até um flat que alugava em Cuiabá. “Amanhã é seu aniversário e você vai lá no flat para eu te dar um presente, aí a gente faz um sexo sem frescura”, teria dido o acusado à ex-funcionária, segundo depoimento da vítima à Delegacia do Coxipó, aonde correu as investigações.

Ela anexou ao BO um vídeo aonde o empresário aparece abraçando-a e beijando-a próximo da boca, na copa da sede da sua empresa. Após isso, as imagens mostram a mulher aparentamente desconfortável deixando o local rapidamente.

Em junho de 2022, a ex-funcionária relata ter pedido demissão após as sucessivas investidas do empresário.

Empresário negou assédio e afirmou que é impotente

Em depoimento à PJC, em junho do ano passado, o empresário negou o assédio sexual à ex-funcionária alegando que é impotente.

J.P.M. afirmou, em depoimento, que a vítima pediu emprego a ele e que o beijo mostrado no vídeo foi um pedido da ex-funcionária que, segundo ele, lhe havia pedido uma “ajuda moral”, pois estava com a filha doente e que o gesto não teve cunho sexual.

Ele ainda relatou que, após a vítima registrar o BO contra ele, passou a ser ameaçado com pedidos de dinheiro. A vítima, segundo ele, teria ameaçado levar os fatos ao conhecimento público e que o caso seria veiculado em um “site top de Cuiabá”.

O empresário ainda afirmou que a vítima lhe chamava de “velho, pinto mole” e que passou a ser extorquido para pagar um valor inicial de R$ 200 mil, depois R$ 50 mil.

Ele ainda afirmou à PJC que a ex-funcionária teria dito que o Comando Vermelho lhe daria um corretivo e que também foi ameaçado de morte pelo marido da vítima.

O Ministério Público ofereceu, então, proposta de transação penal ao empresário, para que pagasse R$ 1.320 ou que realizasse serviços comunitários, em troca do não-oferecimento de denúncia penal.

Após o pagamento de três parcelas de R$ 440, o empresário teve a punibilidade extinta e o inquérito foi arquivado pela Justiça de Cuiabá.

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