Max e Botelho disputam votos para decidir quem será presidente da ALMT

enos de um mês após a eleição de 30 de outubro, os deputados estaduais Eduardo Botelho (União) e Max Russi (PSB), atual presidente e primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, respectivamente, disputam nos bastidores o apoio dos outros 22 parlamentares estaduais para o comando da Mesa Diretora no próximo biênio, 2023-2024.

Nos bastidores, parlamentares revelam que os dois têm um acordo no qual, qual deles reunir maior número de apoio de outros deputados, será o presidente, enquanto o outro será o primeiro-secretário.

Em resumo, o com maior apoio teria o poder político, controle sobre a pauta de votação, comando sobre os principais cargos de confiança dentro da ALMT e maior força de articulação junto aos outros poderes e instituições – o presidente -,. enquanto o outro ficará com controle administrativo e ordenação de despesa da Casa de Leis – o primeiro-secretário.

O jogo do poder

As duas posições são importantes para ampliar poder de influência política, manter contratações de lideranças, ter força de articulação junto a outras instituições e apoio de outros parlamentares em projetos futuros.

Para Eduardo Botelho, ocupar a Presidência pode ser um trunfo para ser candidato a prefeito de Cuiabá em 2024. No comando da Casa de Leis, ele ganha força para convencer o governador Mauro Mendes (União) a apoiá-lo.

Já o deputado Max Russi, por sua vez, ter o comando da Casa é peça importante para o crescimento partidário do PSB nas eleições municipais. No comando da ALMT, ele terá mais força política para garantir o crescimento da sigla no estado e, dessa forma, alicerçar um projeto político maior em 2026.

Onde há fumaça, há fogo

Apesar de Botelho dizer que ainda é muito cedo para falar sobre a eleição da Mesa e de Max Russi ter decidido evitar a imprensa até o fim do segundo turno das eleições, outros deputados confirmam abertamente que os dois têm interesse em ser presidente da Assembleia Legislativa no próximo ano.

“Com relação à Mesa Diretora acredito que já está bem definido. Não há muita contestação que o deputado estadual Eduardo Botelho tem pretensão de ser reeleito e têm grande maioria”, afirmou Júlio Campos (União), na terça-feira (18), em visita ao Palácio Paiaguás, por exemplo.

A terceira protagonista da disputa, a deputada estadual Janaína Riva (MDB), também já declarou à imprensa estar fora da disputa pela presidência ou primeira-secretária neste biênio e tentar um dos cargos no biênio de 2025-2026. Principalmente porque a PEC 2/2021, aprovada em junho de 2021, proíbe a reeleição à Mesa Diretora do parlamentar que ocupar um desses dois cargos.

“Sabia que era uma disputa muito inglória pra mim que não haveria chance. Porque o deputado Max e o deputado Botelho já estão disputando interinamente a presidência, já estão discutindo isso junto aos deputados. E eu não vejo oportunidade agora para compor diferente”, afirmou Janaína Riva, na quarta-feira (19), na ALMT.

Fiel da balança

Se por um lado a deputada Janaína Riva não quer entrar na disputa direta pela Primeira-Secretária ou Presidência da Assembleia Legislativa, também possui influência entre outros parlamentares e pode reunir um grupo decisivo para a vitória de Botelho ou Max Russi nesta disputa.

Com isso ela poderia deixar amarrado algum apoio para o biênio de 2025-2026, quando ela tem mais interesse em estar como presidente ou primeira-secretária da ALMT para também se fortalecer para a eleição de 2026, quando pretende tentar um cargo majoritário.

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