Presidente da AL descarta criação de CPI para investigar interferência política na Polícia Civil

O presidente da Assembleia Legislativa (AL), Max Russi (PSB), descartou qualquer possibilidade da Casa abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar uma suposta interferência nas Delegacias Fazendária e de Combate à Corrupção – Defaz e Deccor, pelo governo Mauro Mendes (DEM).

 

Segundo ele, a denúncia apresentada pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), terá que ser investigada pela própria Polícia Civil e Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Porém, Russi diz que qualquer interferência seria inaceitável. “Nós não podemos aceitar interferência em investigação nenhuma, eu acho que isso nunca condiz com o processo democrático com o fortalecimento das instituições”.

 

“Então se houver, se teve uma denúncia, eu acho que é nos seus órgãos tem que ser instaurados. A assembléia abriu uma CPI para algo específico nesse sentido, particularmente eu acho que não é o momento disso”, completou.

 

Na terça-feira (14), a Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Assembleia Legislativa (ALMT) ouviu os delegados Lindomar Tofoli, Anderson Veiga e Flávio Stringueta. Tofoli e Veiga foram retirados da Defaz em dezembro de 2019 sem qualquer justificativas.

 

Segundo Lindomar, ele estava investigando o governo do Estado e o irmão da deputada Janaina Riva (MDB), quando foi removido da delegacia. Para ele, isso seria um indício de interferência política. Tofoli também disse que para saber se há pressão e interferência dentro da Polícia Civil “é só pegar as denúncias que chegaram contra o governo do Estado e ver quantos inquéritos foram abertos, ou se foram encaminhados ao Ministério Público do Estado (MPE)”, pontuou em seu depoimento.

 

Já Anderson Veiga disse que nunca recebeu nenhuma pressão diretamente, mas que acha estranho a sua remoção da Defaz. Flávio Stringueta disse que não acompanhou de perto a remoção dos dois delegados, mas diz acreditar nas palavras dos colegas de profissão. Ele também afirmou que o delegado-geral dificilmente tem autonomia e que sempre que há pedido do governador, soa como uma ‘ordem’.

 

“Tem que atender pedidos do governo para ficar no cargo. E isso não deveria acontecer. Até porque a PJC é polícia de Estado e não de governo”, completou.

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