Três atletas representam Mato Grosso nas Paralimpíadas de Tóquio

Começa nesta terça-feira (24), em Tóquio, os Jogos Paralímpicos de Verão e 3 atletas irão representar Mato Grosso nesta edição das Paraolimpíadas. Dois deles, Ana Carolina Duarte e Romário Diego Marques, não nasceram em Mato Grosso, mas atuam em times do estado que disputam competições nacionais e regionais. O multicampeão Lucas Prado, do atletismo paralímpico, é natural de Poxoréu (251 km ao Sul de Cuiabá).

É a segunda vez na história que a capital japonesa sedia os Jogos Paralímpicos, tendo realizado anteriormente o evento em 1964. Os jogos seguem rigorosos protocolos sanitários a fim de evitar a disseminação da Covid-19, motivo pelo qual o mega evento esportivo foi cancelado em 2020. A edição que começa amanhã também não terá a presença do público. O encerramento está previsto para o dia 5 de setembro.

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) pretende superar as 79 medalhas conquistadas na Rio-2016 e retornar de Tóquio com o melhor desempenho da história do Brasil nas Paralimpíadas.

Os representantes de Mato Grosso têm grandes chances de trazer algumas dessas conquistas para o Brasil e para Mato Grosso. Confira o histórico dos atletas que vão para o Japão.

Ana Carolina Duarte

Ana Carolina Duarte, de 34 anos, chega ao Japão para disputar sua quinta paralimpíada, tendo iniciado sua trajetória olímpica nos Jogos de Atenas-2004, na Grécia. Natural do Rio de Janeiro, capital, Ana é atleta da Seleção Brasileira feminina de goalball e também da equipe da Associação Mato-Grossense de Cegos (AMC-MT).

A ala tem uma extensa lista de conquistas representando o time do Brasil, dentre as quais, destaca-se: uma prata nos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara-2011, realizado no México, e bi-campeã panamericana, tendo conquistado ouro nos jogos de Toronto-2015, no Canadá, e Lima-2019, no Peru

Rogério Diego Marques

Rogério Diego é natural de Natal, Rio Grande do Norte e mais um atleta paralímpico nascido fora de Mato Grosso. O potiguar é ala/pivô da Seleção Brasileira masculina de goalball e atua no time do Instituto de Cegos do Estado de Mato Grosso (ICEMAT).

Aos 32 anos, Rogério Marques chega a Tóquio buscando completar uma trinca de pódios paralímpicos. Em 2012, conquistou a medalha de prata nos jogos de Londres, e a última, jogando em casa, nos jogos do Rio, foi terceiro colocado com a Seleção Brasileira de Goalball, levando o bronze. Atualmente é o capitão da seleção masculina de goalball.

Lucas Prado

Lucas Prado, de 36 anos, é natural de Poxoréu e chega até às Paralimpíadas de Tóquio como uma das grandes apostas de medalhas para o atletismo paralímpico brasileiro e para o Time Brasil. Isso porque nos jogos de Pequim-2008, disputado na China, Lucas “varreu” as provas de atletismo. O brasileiro conquistou três medalhas de ouro nas tradicionais provas de 100m, 200m e 400m rasos.

Além das conquistas douradas, Lucas fez história e quebrou dois recordes mundiais, nas provas de 100m e 200m. Quatro anos depois, em Londres, agora defendendo os títulos conquistados em Pequim, o brasileiro bateu na trave e ficou com a prata nas provas de 100m e 400m rasos.

Em 2016, o brasileiro não disputou os Jogos Paralímpicos do Rio. O atleta teve uma lesão no joelho esquerdo, que o impossibilitou de participar da competição em casa.

Nos jogos Parapan-Americanos, Lucas é ainda mais hegemônico. Na edição do Rio de Janeiro, em 2007, foi tricampeão nos 100m, 200m e 400m rasos, assim como fez um ano depois, em Pequim. Em Guadalajara-2011, mais dois ouros, nos 100m e 200m rasos, mesma dobradinha conquistada no campeonato mundial paralímpico em 2013, na França. No Para-pan de Toronto, o mato-grossense conquistou duas medalhas. Ouro no revezamento 4×100 metros e prata nos 100m rasos.

 

 

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