Governador da ultimato para professores voltarem as salas de aulas em MT

O governador Mauro Mendes (DEM) acusou o Sindicado dos trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) de atuar sempre contra o governo e diz que é radical a postura atual. Serão avaliadas medidas em caso de resistência dos professores em voltarem ao trabalho presencial. “Se alguém não voltar, nós vamos saber tomar medidas de acordo com a legislação”, afirmou durante entrevista na manhã desta segunda-feira (26).  As aulas voltam de forma híbrida no dia 3 de agosto, conforme programado.

O Sindicato defende que as aulas presenciais sejam retomados somente quando os servidores estiverem totalmente imunizados. Até o momento, apenas a primeira dose da vacina contra a covid-19 foi aplicada, o que já garante resistência aos sintomas mais graves da doença, mas os laboratórios recomendam o reforço para maior proteção.

“A gente respeita o sindicalismo e a representação, o que está acontecendo na rede hoje com certeza está agradando a maioria. Descontentamento sempre tem. O Sindicato, ao meu ver, está fazendo um sindicalismo que está perdendo o objetivo. Há um radicalismo. Sempre do contra. Independente da posição do sindicato, a maioria vai voltar e as aulas vão começar no dia 3”, declamou o governador.

Segundo o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, as aulas retomam no formato híbrido, com 50% da capacidade das salas de aulas. Haverá escala de alunos e a cada semana uma turma irá assistir aulas presenciais, enquanto a outro acompanha pela internet.

O secretário afirma que medidas estão sendo estudadas há 6 meses para garantir prevenção do contágio pela covid-19.
Em caso de contaminação, será acionado plano de contingência, com isolamento do aluno contaminado e testagem de toda turma a qual ele pertence.

“Temos feito pesquisa em todo o estado e constatado que a eficiência do ensino remoto tem sido muito ruim. Isso não substitui o professor em sala de aula. Estamos batendo recorde de evasão escolar. Os alunos precisam voltar às atividades”, argumentou o secretário. A estimativa da Seduc é que pelo menos 25% dos alunos do ensino médio não estavam assistindo as aulas.

O secretário afirmou que após a volta do funcionamento presencial, será feito monitoramento e decidido o que será feito em caso de resistência dos docentes.

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