Em MT quase 3.400 profissionais da educação foram diagnosticados com Covid 19

Em Mato Grosso quase 3.400 profissionais da educação foram diagnosticados positivamente para o coronavírus e outros 80 morreram em decorrência da covid-19. Os dados constam no Boletim Covid-19 da Secretaria Estadual de Educação (Seduc). Porém, Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) afirma que, com base nas notas de pesar enviadas à instituição, os óbitos são aproximadamente 60% mais (em torno de 130). Mesmo com estatísticas consideradas preocupantes, grupo de educadores de Mato Grosso está entre os mais faltosos à imunização.

Em Cuiabá, por exemplo, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) expôs que os profissionais da educação formam o grupo que mais faltou aos polos de vacinação nos primeiros 12 dias deste mês, com mais de 1.500 ausentes. A Capital tem aproximadamente 17 mil trabalhadores da educação entre os do ensino básico e superior. Desses, 15.588 fizeram o cadastro para se imunizar contra a covid-19 e até a última sexta-feira (18) pouco mais de 14 mil haviam tomado a primeira dose do imunizante. Um dos últimos óbitos registrados na categoria foi da professora aposentada da educação indígena, Francisca Matucari, 64, que morreu no dia 12 deste mês. Ela estava internada há 30 dias para tratar da infecção, porém, acabou não resistindo às complicações do vírus. Matucari lecionou por muitos anos na Escola Estadual Leopoldo Ambrosio Filho, onde estudava parte do povo chiquitano. O filho de Francisca, Esvanei Matucari, também professor, havia morrido alguns dias antes, em decorrência do coronavírus.

O professor de Química, Leo da Silva Floriano, 26, leciona nas redes privada e pública de ensino e se vacinou com o imunizante da AstraZeneca no dia 10 de maio. Na época, os educadores ainda não eram considerados grupo prioritário para vacinação, mas, como ele é diabético tipo 1 (insulino dependente), pôde se vacinar contra a doença.

 

A segunda dose está prevista para 10 de agosto. Quando questionado se é a favor do retorno das aulas presenciais, o químico afirma que sim, porém, somente quando todos estiverem imunizados, inclusive os alunos. “Acho muito egoísmo, porque eu tenho carro e consigo ir à escola sem enfrentar os ônibus lotados. Além disso, tenho todo o aparato necessário para lecionar, como máscara, viseira, luvas. E cuidado ao utilizar o banheiro e não me alimentar na escola, o que não é a realidade dos alunos”. Segundo Floriano, as aulas presenciais ainda podem resultar no aluno infectado e assintomático, correndo o risco de levar a doença para os pais, avós e demais moradores da mesma residência. Sobre a possível resistência dos profissionais da educação em se imunizar e aqueles que estariam escolhendo os imunizantes, Léo afirma que não acredita em tal conduta. “Sou a favor da vacina que estiver disponível. O importante é matar esse vírus”.

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