Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, confessou ter participado do assassinato do professor Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, e alegou que era chantageado pela vítima, que ameaçava revelar à esposa dele um suposto envolvimento amoroso entre os dois. Segundo o delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Elias afirmou que chegou a fazer pagamentos a Breno e se uniu a um conhecido para cometer o crime.
Elias foi preso na tarde de quinta-feira, 8 de outubro. Breno desapareceu em 26 de setembro, em Várzea Grande. De acordo com o delegado, durante novo depoimento nesta sexta-feira, 9 de outubro, Elias apresentou mais detalhes sobre como o assassinato foi planejado e executado.
Segundo Bruno Abreu, Elias relatou que Breno o pressionava para que se encontrassem e ameaçava enviar à esposa dele fotos e mensagens que revelariam informações sobre sua vida pessoal. No dia do crime, a vítima teria enviado uma foto da filha de Elias e dito que ele ficaria sem família caso a esposa descobrisse a situação.
“Breno estaria, estava sempre tentando um encontro com ele, ele não queria, ele estava relutando, relutando, não queria, e foi pressionado. Daí, segundo ele, no dia dos fatos, o Breno teria enviado uma foto da filhinha dele, né, dizendo que ele ia ficar sem família, porque a esposa ia descobrir”, destacou o delegado.
O delegado afirmou que Elias negou ser homossexual e que a Polícia Civil ainda apura as alegações de chantagem. Até o momento, segundo Abreu, os investigadores não encontraram elementos que comprovem a versão apresentada pelo investigado.
Ainda conforme o depoimento, Elias conversou com um colega, que também estaria sendo chantageado por Breno, e os dois teriam decidido cometer o assassinato.
Segundo o relato, o outro suspeito buscou Breno de moto e o levou até o local do crime, enquanto Elias seguiu atrás. No local, uma terceira pessoa já aguardava a chegada dos dois e teria segurado o professor pelo pescoço e retirado o celular dele.
Abreu afirmou que Elias admitiu ter feito pagamentos a Breno por causa das supostas chantagens, mas não informou os valores. A Polícia Civil ainda vai apurar quanto teria sido pago e verificar as circunstâncias relatadas pelo investigado.