Ele questionou transferência de votos de Natasha para o candidato do PL em um eventual 2º turno
ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União) ironizou a possibilidade de Wellington Fagundes (PL) receber votos da esquerda em um eventual segundo turno contra Otaviano Pivetta (Republicanos). Para Mendes, isso seria uma “grande contradição” e reforçaria o apelido de “melancia” atribuído ao senador.
Se ele é esquerda não é direita, e se ele não é direita ele é melancia
A última pesquisa Quaest, divulgada na sexta-feira (25), apontou Pivetta numericamente à frente de Wellington no primeiro turno, mas mostrou o candidato do PL em vantagem em uma simulação de segundo turno entre os dois. O resultado levantou questionamentos sobre uma possível migração de votos da candidata Natasha Slhessarenko (PSD) para Wellington.
“Olha, seria uma grande contradição se analisar que ele ganha [esses votos], porque então ele é esquerda. Se ele é esquerda não é direita, e se ele não é direita ele é melancia. É o que todo mundo está dizendo aí”, afirmou Mendes à imprensa nesta terça-feira (29).
“Eu não consigo entender essa lógica que alguns tentam construir aí. Que um candidato da direita, quando vai para o segundo turno, recebe todos os votos da esquerda. Essa lógica é muito distante daquilo que eu aprendi na vida inteira”, acrescentou.
Reta final
Mendes também comentou o desempenho de Pivetta na disputa e afirmou acreditar que os eleitores estão reconhecendo o governador como sucessor de sua gestão.
“Hoje o cidadão mato-grossense, e eu percebo isso todos os dias na rua, está muito contente com a atual direção desse governo, que eu representei durante sete anos e três meses. O Pivetta é o natural sucessor desse governo, porque ele esteve junto. E isso está gradativamente sendo assimilado pela população, eu acredito que vamos ganhar as eleições, em primeiro ou em segundo turno”, declarou.
Apesar disso, o ex-governador afirmou que acompanha os levantamentos eleitorais com cautela e citou erros cometidos por institutos em eleições anteriores.
“Independente das pesquisas, não temos como deixar de entrar no mérito daquilo que já aconteceu. Muitos institutos de pesquisas erraram e alguns de forma vergonhosa. Então, eu tenho um certo cuidado, um certo respeito, fico analisando e nós fazemos pesquisa também, com uma certa cautela. Mas, muito mais do que olhar esses números, eu analiso a lógica do comportamento do cidadão”, concluiu.
Pesquisa Quaest
O levantamento da Quaest, divulgado na última sexta-feira, apontou Pivetta com 29% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno, seguido por Wellington, com 27%, e Natasha, com 11%.
Em um dos cenários de segundo turno, com o confronto entre Fagundes e Pivetta, o senador aparece com 41%, enquanto o governador registra 36%.
A pesquisa ouviu 804 eleitores, tem nível de confiança de 95% e margem de erro máxima de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-08098/2026.