BATEU MOUCHE: Pivetta dispara, abre 10 pontos, deixa Wellington à deriva e escancara bancarrota de sua candidatura ao Governo de MT

Senador despenca cinco pontos em apenas duas semanas, vê candidatura naufragar e pode arrastar a nora Janaína Riva para o buraco na disputa pelo Senado

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM REVISTA VEJA/COM PARANÁ PESQUISAS09/09/2026

Segundo os dados divulgados nesta quarta-feira, 9, Otaviano Pivetta (Republicanos) tem 40,8% das intenções de votos. Na segunda posição está o senador Wellington Fagundes (PL) com 30% | Revista Veja
A nova rodada do Paraná Pesquisas, divulgada nesta quarta-feira (9) pela revista Veja, caiu como uma bomba sobre a sucessão estadual em Mato Grosso. Os números mostram o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) disparando na liderança, enquanto a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) perde força, afunda e começa a exibir sinais de bancarrota eleitoral.

Pivetta aparece com 40,8% das intenções de voto, contra apenas 30% de Wellington. A diferença chegou a impressionantes 10,8 pontos percentuais, muito acima da margem de erro de 2,7 pontos.

Em terceiro lugar aparece Doutora Natasha (PSD), com 12%, seguida por Sargento Laudicério, com 1,7%; Mauricio Coelho, com 0,5%; e Rafaell Milas, com 0,4%. Brancos e nulos representam 8,3%, enquanto 6,3% não souberam ou não responderam.

O que antes era apresentado como uma disputa apertada transformou-se em um cenário de vantagem clara para Pivetta.

Em linguagem popular: Wellington pegou o bateu mouche e está a fundo.

Wellington despenca cinco pontos

A comparação com a pesquisa divulgada pelo mesmo instituto em agosto revela o tamanho do desastre enfrentado pela candidatura do PL.

Na rodada anterior, Pivetta tinha 39%, enquanto Wellington aparecia com 35%. A diferença entre os dois era de apenas quatro pontos, ainda dentro de uma zona de forte competitividade. A pesquisa de agosto ouviu 1.504 eleitores e apontou empate técnico naquele momento.

Agora, Pivetta avançou para 40,8%, enquanto Wellington despencou de 35% para 30%.

Ou seja: Pivetta cresceu 1,8 ponto percentual; Wellington perdeu cinco pontos; a vantagem do governador saltou de quatro para 10,8 pontos e em pouco mais de duas semanas, a distância aumentou 6,8 pontos percentuais.

Não se trata apenas de uma oscilação isolada. O levantamento aponta uma mudança expressiva na correlação de forças: Pivetta consolida a liderança, Wellington perde terreno e Doutora Natasha cresce de 8,7% para 12%, avançando justamente no espaço abandonado pelo senador.

Bateu o desespero no QG do PL

Politicamente, os números têm potencial para provocar um terremoto no grupo de Wellington Fagundes.

A campanha, que até agosto alimentava a possibilidade de ultrapassar Pivetta, agora precisa explicar por que seu candidato perdeu cinco pontos enquanto o principal adversário ampliou a liderança.

Faltando menos de um mês para as eleições, tempo se torna um artigo de luxo. Reverter uma diferença de quase 11 pontos exigiria uma mudança brusca no ambiente eleitoral, além de uma estratégia capaz de estancar a fuga de votos e reconquistar o eleitorado perdido.

O quadro é de desespero. Wellington precisa atacar para tentar sobreviver, mas ataques excessivos podem ampliar sua rejeição. Se mantiver a campanha no ritmo atual, corre o risco de assistir à própria candidatura naufragar antes mesmo da chegada às urnas.

A expressão “bancarrota de Wellington” deixa de ser apenas força retórica e passa a representar a crise política mostrada pela sequência dos números: ele perde votos, vê Pivetta crescer e ainda observa Doutora Natasha ganhar espaço.

Segundo turno confirma o naufrágio

A simulação de segundo turno aprofunda ainda mais o problema.

Pivetta aparece com 47,2%, contra 38,3% de Wellington, estabelecendo uma vantagem de 8,9 pontos percentuais. Brancos e nulos somam 8,9%, e 5,6% não souberam responder.

Na rodada anterior, Pivetta tinha 44,3% e Wellington, 40,8%. A diferença era de somente 3,5 pontos.

Agora, o governador avançou 2,9 pontos, enquanto o senador recuou 2,5. A vantagem de Pivetta mais do que dobrou.

A leitura é devastadora para Wellington: ele não apenas está atrás no primeiro turno, como também perdeu competitividade no confronto direto.

Pivetta aproxima-se da maioria absoluta e entra na reta final como favorito. Wellington, ao contrário, chega pressionado, em queda e obrigado a buscar uma reação imediata.

Derrota pode puxar Janaína Riva para o buraco

O naufrágio de Wellington pode não ficar restrito à disputa pelo governo. A crise ameaça produzir um efeito em cadeia e atingir diretamente sua nora, a deputada estadual Janaína Riva (MDB), candidata ao Senado.

Embora as eleições para governador e senador tenham dinâmicas próprias, campanhas majoritárias dependem de força política, mobilização, alianças municipais e capacidade de criar uma onda favorável.

Se Wellington continuar despencando, poderá contaminar o discurso do grupo, desmobilizar apoiadores e enfraquecer a estrutura política que também trabalha pela eleição de Janaína.

Ela aparece entre os nomes competitivos para uma das duas vagas ao Senado, ao lado do ex-governador Mauro Mendes. Entretanto, sua candidatura não está isolada do ambiente político criado em torno da disputa pelo Palácio Paiaguás.

Uma derrota acachapante de Wellington poderia puxar Janaína para o buraco, principalmente se o eleitorado passar a enxergar o grupo como uma aliança em decadência ou incapaz de enfrentar a força eleitoral construída por Pivetta e seus aliados.

Não significa que a derrota dela esteja decretada. Mas o alerta vermelho foi aceso: se Wellington afundar de vez, Janaína poderá ser uma das primeiras vítimas colaterais.

Pivetta vira o homem a ser batido

Pivetta sai fortalecido como o grande nome da disputa. Além de liderar o primeiro turno, vence Wellington com vantagem expressiva na simulação decisiva.

O crescimento ocorre na reta final, justamente quando o eleitor começa a prestar mais atenção à campanha, comparar os candidatos e definir o voto.

O governador conseguiu transformar uma disputa tecnicamente apertada em agosto numa liderança robusta em setembro. Wellington percorreu o caminho inverso: saiu de uma posição competitiva para enfrentar o momento mais delicado de sua campanha.

Pesquisa eleitoral é uma fotografia do momento, não uma sentença definitiva. Mas algumas fotografias revelam mais do que simples números.

A imagem registrada agora é clara: Pivetta está em alta, Wellington está a fundo e o desespero bateu às portas do grupo adversário.

O Paraná Pesquisas ouviu 1.352 eleitores em 52 municípios, entre os dias 6 e 8 de setembro. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro estimada em 2,7 pontos percentuais.

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