Pivetta detona Wellington Fagundes após tentativa de impugnação: “Única maneira de chegarem ao poder é no tapetão”

Governador e candidato à reeleição classifica investidas jurídicas como estratégia de quem “nunca fez gestão” e demonstra medo do debate nas urnas.

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) jogou mais “lenha na fogueira” ao comentar as ações judiciais movidas pela Coligação Coração da Gente, liderada pelo senador Wellington Fagundes. Pivetta classificou as manobras dos adversários como uma tentativa de “ganhar no tapetão” por incapacidade de gestão.

Para o governador, a oposição recorre ao Judiciário por não possuir um histórico de realizações que suporte o confronto direto no período eleitoral. “Tem político que nunca fez gestão de nada e se diz capacitado para gerir o estado. Então, a única maneira dessas pessoas chegarem ao poder é através do tapetão, porque o povo já experimentou o desgoverno“, disparou Pivetta.

O governador afirmou que o uso da Justiça Eleitoral para tentar barrar sua candidatura é um sinal claro de temor por parte de seus opositores. Segundo ele, o “filme” é conhecido e faz parte de uma tentativa de facilitar o pleito, retirando adversários fortes da disputa antes da votação.

É uma forma de ficar mais fácil a eleição. Eles demonstram que estão com medo de disputar com quem apresenta trabalho“, afirmou, reiterando sua confiança na Justiça Eleitoral.

As declarações foram feitas hoje (20), durante coletiva de imprensa no evento ‘Agricultura em Pauta: Propostas para Mato Grosso’, promovido pela Aprosoja-MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso), em Cuiabá. O encontro reuniu os candidatos ao Governo do Estado para um diálogo direto com o setor produtivo sobre os desafios e planos para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso.

A decisão do TRE-MT

A fala de Pivetta ocorre no mesmo dia em que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) negou um pedido de tutela de urgência da coligação de Wellington Fagundes que buscava bloquear os recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário.

Na decisão, o relator, juiz-membro Pérsio Oliveira Landim, destacou que o bloqueio imediato das verbas teria natureza satisfativa, ou seja, anteciparia uma punição que só poderia ser definida após o julgamento do mérito, e privaria o candidato de exercer o direito de concorrer em condições de igualdade. “A medida não tutela a eficácia do provimento final; ela antecipa-a“, disse o magistrado.

Pivetta reforçou que, embora procure evitar embates jurídicos desnecessários, sente-se na obrigação de rebater as provocações. “Eu quero falar do que fizemos e do que vamos fazer. Mas quando o adversário vem provocando, a gente tem que falar. São verdades absolutas“, concluiu.

A representação contra Pivetta foi ajuizada sob a alegação de inelegibilidade. De acordo com a acusação, contas de Pivetta foram julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU) quando ele era prefeito de Lucas do Rio Verde, há 25 anos.

As irregularidades apontadas envolvem um convênio de 2001 para aquisição de uma unidade móvel de saúde, com recursos do Ministério da Saúde. O TCU condenou Pivetta à devolução de R$ 17.387 e ao pagamento de multa de R$ 10 mil, em decisão que, conforme a impugnação, transitou em julgado administrativamente em 26 de março de 2015.

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