Corpo de Bombeiros extingue um incêndio florestal e combate outros cinco nesta quarta-feira (12)

Os militares atuam de forma ininterrupta para conter o avanço das chamas, impedir a propagação do fogo e extinguir os focos ativos

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu o incêndio que atingiu uma área federal do Exército Brasileiro, em Rondonópolis, nas últimas 24 horas e segue, nesta quarta-feira (12.8), mobilizado no combate a cinco ocorrências de incêndios florestais nos municípios de Paranatinga, Nova Santa Helena, Rosário Oeste e Ribeirão Cascalheira.

O incêndio em Rondonópolis, que atingiu a área do 18º Grupo de Artilharia de Campanha (18º GAC), do Exército Brasileiro, foi extinto após uma força-tarefa que reuniu bombeiros militares, brigadistas e militares do Exército. O fogo estava controlado desde terça-feira (11.8) e, para a extinção completa das chamas, foram empregados uma motoniveladora, uma pá-carregadeira e cinco caminhões-pipa do Exército, além da estrutura operacional do CBMMT.

As equipes seguem no combate aos incêndios em Paranatinga, com as ações concentradas em duas frentes: uma às margens da MT-130, nas proximidades da área urbana do município, e outra nas imediações da MT-020.

Na MT-130, os bombeiros atuam para controlar as chamas e impedir a propagação do fogo. A operação conta com o apoio de três caminhões-pipa da prefeitura, um caminhão-pipa da concessionária da rodovia e uma aeronave disponibilizada por produtores rurais da região. Uma aeronave do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAVBM) também está em deslocamento para reforçar as ações de combate.

Há indícios de que o incêndio tenha começado após a realização irregular e sem autorização de um contra-fogo, utilizado na tentativa de impedir o avanço das chamas de outro foco, que já era combatido em uma área mais acima. No entanto, a estratégia teria saído de controle e contribuído para a propagação do incêndio.

Diante da situação, as equipes permanecem mobilizadas e atuam de forma integrada no controle das chamas, com o objetivo de impedir que o fogo avance em direção à área urbana do município.

Em Nova Santa Helena, as equipes permanecem mobilizadas no combate ao incêndio que atinge uma área de assentamento federal, sob responsabilidade da União. Os militares atuam de forma ininterrupta para controlar e extinguir os poucos focos que ainda permanecem ativos na região. O trabalho conta com o reforço de brigadistas, equipes da Força Nacional e produtores rurais da região, que disponibilizaram máquinas para auxiliar nas ações de combate. A operação também conta com o apoio de uma aeronave da Defesa Civil.

Já em Rosário Oeste, os trabalhos seguem nas proximidades da cabeceira do Rio Cuiabá. Além disso, as equipes atuam ainda no combate a um incêndio em Ribeirão Cascalheira. Em todas as ocorrências, as ações são conduzidas de forma estratégica, com foco no combate direto às chamas, no monitoramento das áreas atingidas e na proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente.

As ações contam com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar, que atuam de forma integrada, sempre que necessário, reforçando a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 227 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).

Desse total, 143 focos de calor foram registrados no Cerrado e 84 na Amazônia. Em terras indígenas, foram identificados 95 focos de calor, sendo 24 focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; 23 focos na Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré; 14 focos na Terra Indígena Marãiwatsédé, em Alto Boa Vista; 14 focos na Terra Indígena São Marcos, em Barra do Garças; sete focos na Terra Indígena Pimentel Barbosa, em Canarana; seis focos na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em Poxoréu; três focos no Parque Indígena Xingu, em Gaúcha do Norte; um foco na Terra Indígena Enawenê-Nawê, em Juína; um foco na Terra Indígena Marechal Rondon, em Paranatinga; um foco na Terra Indígena Utiariti, em Campo Novo do Parecis; e um foco na Terra Indígena Zoró, em Rondolândia.

É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo.

Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no município de União do Sul, no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção dos incêndios nos municípios de Boa Esperança do Norte, Canarana, Dom Aquino, Chapada dos Guimarães, Colniza, Guarantã do Norte, Guiratinga, Nova Maringá, Paranatinga, Ribeirão Cascalheira, Rosário Oeste, Rondonópolis, São Felix do Araguaia e União do Sul.

Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

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