Corpo de Bombeiros extingue um incêndio florestal e combate outros quatro nesta quinta-feira (6)

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu um incêndio florestal no município de Novo Santo Antônio nas últimas 24 horas e combate, nesta quinta-feira (6.8), quatro incêndios florestais nos municípios de Nova Santa Helena, Paranatinga e Canarana.

As equipes seguem mobilizadas no combate a um incêndio florestal que atinge uma área de assentamento na divisa entre os municípios de Marcelândia, Cláudia e Nova Santa Helena. Os militares atuam de forma ininterrupta para conter o avanço das chamas, impedir a propagação do fogo e extinguir os focos ativos.

A operação conta com viaturas, aeronaves e máquinas cedidas por produtores rurais da região. As ações também têm o apoio de equipes de fiscalização, em razão das recentes prisões em flagrante por crimes ambientais registradas na área.

Além disso, o Corpo de Bombeiros mantém o combate a dois incêndios florestais em Paranatinga, sendo um na região do distrito de Santiago do Norte e outro nas proximidades da MT-240. As equipes também atuam no combate a um incêndio florestal no município de Canarana.

Em todas as ocorrências, as operações são conduzidas de forma estratégica, com foco no combate direto às chamas, no monitoramento das áreas atingidas e na proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente.

As ações contam com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar, que atuam de forma integrada, sempre que necessário, reforçando a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 76 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).

Desse total, 43 focos de calor foram registrados no bioma Cerrado e 33 no bioma Amazônia. Em terras indígenas, foram identificados 28 focos, distribuídos da seguinte forma: 10 na Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré; cinco no Parque Indígena do Xingu, em Paranatinga; quatro na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; quatro na Terra Indígena Pimentel Barbosa, em Ribeirão Cascalheira; três na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em General Carneiro; um na Terra Indígena Marechal Rondon, em Paranatinga; e um na Terra Indígena Ubawawe, em Santo Antônio do Leste.

É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo.

Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo em áreas do Estado, no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção dos incêndios nos municípios de Canarana, Dom Aquino, Chapada dos Guimarães, Colniza, Guarantã do Norte, Guiratinga, Nova Maringá, Paranatinga, Ribeirão Cascalheira e São Felix do Araguaia.

Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

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