Apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) e denunciado como mandante da morte de um soldado do Exército, executado por engano, Jilson Buck Rodrigues, de 30 anos, foi torturado até a morte, dentro da cela da Cadeia Pública da cidade de Cáceres (225 km a Oeste de Cuiabá),
Jailson foi encontrado morto dentro de uma cela da Ala A, na hora do almoço dos presos, na segunda-feira (19).
Ele foi apontado pela Polícia como um dos mandantes da morte do soldado Thiago de Brito Almeida, 19 anos, em janeiro deste ano.
Quando os agentes penitenciários estavam servindo o almoço, foram chamados pelos presos, pedindo para tirarem Jailson da cela, que ele estava muito ferido.
Uma equipe médica foi acionada, mas, ao chegar ao local, só teve tempo de constatar a morte do preso, que apresentava muitas lesões, principalmente na cabeça.
O traficante Jailson, segundo confirma a Polícia, era um dos principais líderes do tráfico de drogas na cidade, comandado pelo Comando Vermelho.
E foi preso em maio deste ano pela morte do soldado Thiago, junto com outros dez membros da mesma facção criminosa.
O soldado Thiago, segundo as investigações da Polícia, foi executado por cinco criminosos, que fugiram da cena do crime, em um veículo Corsa preto.
Segundo a Polícia apurou, a ordem para matar o militar partiu de Joilson, então chefe da facção.
O alvo, no entanto, era um integrante de uma organização rival e que sempre usava uma camiseta de time de futebol,
O soldado, segundo a Polícia Civil, foi confundido com o bandido que estava marcado para morrer, justamente porque usava uma camisa igual à do traficante rival de Joilson, o mandante do crime,
INDICIAMENTO – Os 25 presos que estavam na Ala A da Cadeia Pública foram indiciados e autuados em flagrante pela tortura e morte de do traficante Jailson Buck Rodrigues.
Joilson foi encontrado morto nesta segunda-feira (19), dentro da cela.
Todos eles foram interrogados pelo delegado Marlon Nogueira e, diante dos indícios, foram autuados.
A Assessoria de Imprensa da Polícia Civil informou que 20 presos confessaram os fatos e confirmaram a participação de todos.
Apenas três ficaram em silêncio e dois negaram o crime.