A Polícia Militar deflagrou a Operação Liberdade de Expressão no bairro Pedregal, em Cuiabá, na noite desta terça-feira (6), após denúncias repassadas pelo prefeito Abilio Brunini (PL) sobre suposta coação eleitoral contra moradores. A mobilização busca impedir ameaças e garantir o exercício livre e seguro do direito ao voto.
Em nota, a corporação confirmou que a ação foi desencadeada diante de relatos sobre a possível atuação de pessoas supostamente ligadas a facções criminosas para pressionar moradores. A ameaça seria direcionada a moradores que votarem no senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Coordenada pelo 3º Batalhão, a operação foi anunciada para as 19h30 e reúne equipes da Força Tática, Raio, Rotam e BPMTUR. O policiamento ostensivo e preventivo será intensificado, com foco na prevenção e repressão de possíveis episódios de ameaça, intimidação ou violência relacionados ao processo eleitoral.
Em vídeo divulgado antes da operação, porém, Abilio afirmou que uma liderança ligada a uma facção estaria ameaçando moradores do Pedregal. Segundo o prefeito, as ameaças teriam sido publicadas nas redes sociais. Ao comentar o caso, Abilio afirmou que os dias do suposto responsável pelas intimidações estariam acabando e cobrou uma resposta das forças de segurança.
O prefeito também orientou os moradores a não se exporem caso sentissem medo. “O voto é secreto. Se você está com medo, não precisa se manifestar. Não precisa discutir nada”, declarou.
Abilio também informou que a Polícia Militar irá atuar contra integrantes de facções e disse que pretende endurecer o combate aos grupos. “Aqui em Cuiabá, a Polícia Militar vai cair de pau em cima desses caras. Chegou! Acabou o tempo de ficar escrevendo símbolo de facção nos muros da nossa cidade”, declarou.
O prefeito também afirmou que os moradores não devem ter medo de exercer o voto e lembrou que o voto é secreto. “Se você está com medo, não precisa se manifestar. Não precisa se manifestar”, disse.
Na sequência, Abilio voltou a defender o voto em Flávio Bolsonaro e relacionou a suposta ameaça à disputa presidencial. Ele também afirmou que pretende “libertar o Brasil” das facções criminosas e criticou o governo federal.
