Polícia apreende mais de R$ 100 mil em residência durante operação que investiga corrupção em hospital

A Polícia Civil apreendeu mais de R$ 100 mil em espécie em uma das residências alvos da “Operação Silêncio Comprado”, deflagrada na manhã desta terça-feira (26). A ação investiga um suposto esquema de corrupção ligado à gestão do Hospital Municipal Euclides Horst. Os mandados foram cumpridos em Campo Novo do Parecis e no estado de São Paulo.

De acordo com a Polícia Civil, a operação teve início após a morte da arquiteta e urbanista Larissa Pompermayer Ramos, de 29 anos. Familiares, amigos e moradores da região começaram a questionar a estrutura do hospital e a prestação dos serviços oferecidos na unidade.

Após a morte da jovem, diversas denúncias foram feitas à polícia pelos familiares, o que resultou na instauração de uma CPI que deu origem à operação.

Na época, o médico responsável pelo parto de Larissa foi afastado e uma sindicância foi aberta para apurar os fatos que levaram à morte da arquiteta.

A Polícia Civil investigou uma possível negligência médica que teria causado a morte da jovem. Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória após apresentar complicações durante o trabalho de parto, no dia 2 de novembro.

 

Início da investigação

 

As investigações da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) começaram após o recebimento de uma denúncia encaminhada pelo Ministério Público, relacionada à suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI, além de possíveis irregularidades na execução de contratos de gestão do Hospital Municipal Euclides Horst.

Entre os fatos apurados estão indícios de pagamentos por serviços supostamente não prestados, emissão de notas fiscais fraudulentas ou ideologicamente falsas, movimentação irregular de recursos públicos e possível desvio de valores vinculados à administração da unidade hospitalar.

De acordo com os elementos reunidos até o momento, há indícios, em tese, da prática de crimes contra a administração pública, especialmente corrupção ativa, sem prejuízo da apuração de outros delitos que possam ser identificados no decorrer das diligências.

As ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão, sequestro de bens e bloqueio de valores, medidas cautelares diversas da prisão, além de quebras de sigilo telefônico e telemático, foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo de Tangará da Serra.

Os mandados são cumpridos nos municípios de Campo Novo do Parecis, Arenápolis e nas cidades de Barueri e Cotia, com foco na coleta de elementos probatórios, identificação da extensão dos fatos investigados e preservação do patrimônio público.

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