Pré-candidata ao governo do Estado, a primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro (PV), disse que não teme que os desgastes das operações que atingiram a Prefeitura de Cuiabá e seu marido, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), respinguem em seu projeto ao Palácio Paiaguás.
Ao confirmar seu nome na disputa nesta quinta-feira (4), Márcia afirmou que assim como ela, seu principal adversário, o governador Mauro Mendes (União), também possui “desgastes” ao se referir ao ex-secretário de Ciência e Tecnologia do Estado (Secitec), Nilton Borgato (PSD), que foi preso acusado de integrar um esquema de tráfico internacional de cocaína.
“Da mesma forma que temos desgastes, a gente também tem bastante desgastes do outro lado também para usar. Nós temos o direito a defesa, confiamos na Justiça e estamos nos defendendo… Já eles tem lá um secretário preso por narcotráfico internacional. É difícil as pessoas não saberem como isso acontecia durante 4 anos, mas vamos para cima”, disse.
Se preparando para enfrentar uma disputa contra o atual gestor do Executivo, Márcia terá que enfrentar algumas polêmicas durante a campanha eleitoral. Isso porque, em outubro do ano passado, Márcia e o marido foram alvos da Operação Capistrum, que investigou contratações ilegais e irregularidades no pagamento do Prêmio Saúde em Cuiabá.
Durante coletiva de imprensa, Márcia foi questionada sobre as operações policias e também sobre o caso do mensalinho, onde o prefeito aparece colocando maços de dinheiro no bolso do paletó na época que era deputado estadual da Assembleia Legislativa.
Por sua vez, a primeira-dama afirmou que o casal está se defendendo de todos os casos na Justiça e enfatizou que as investigações são águas passadas. “Isso é passado, o prefeito já foi reeleito, a população votou em massa, já deu o aval para ele”, acrescentou.
Ao final, Márcia disse ainda que pretende fazer uma campanha leve, com debate aos assuntos que são de interesse do povo. “É uma campanha muito importante e nosso objetivo não é entrar pra brigar. Vamos brigar pelos programas, pelas pessoas e para mostrar que o Estado tem condições de ser melhor”, finalizou.
