Presidente da Câmara de Cuiabá, o vereador Juca do Guaraná (MDB) afirmou não ver qualquer tipo de uso político em torno do caso envolvendo o parlamentar Tenente Marcos Paccola (Republicanos), que matou a tiros o agente do socioeducativo Alexandre Miyagawa.
O apontamento do presidente da Casa de Leis foi feito à imprensa na manhã desta quinta-feira (14) após sessão que adiou a apreciação do pedido de afastamento de Paccola por conta do assassinato.
Conforme noticiado pela reportagem, a possibilidade de uso político em torno do caso foi apontado pela vereadora Edna Sampaio (PT), que entrou com o requerimento para afastamento do colega de Parlamento.
Posteriormente, o suposto uso da situação com viés político também foi utilizado pelo próprio Paccola ao comentar sobre o pedido feito pela petista.
Por fim, ao requerer a prisão do vereador na Justiça, o Ministério Público de Mato Grosso também apontou que o republicano estaria utilizando o episódio para fins políticos.
Ao comentar sobre a situação, o presidente da Câmara afirmou que não acredita que a situação esteja sendo utilizada politicamente por nenhuma das partes.
“Acredito que não. Nem ele nem ninguém tem o poder de fazer isso. Acho que nem teria coragem para fazer isso, porque é um caso de vida. É uma mãe que perdeu um filho, um irmão que perdeu um irmão, amigos perderam um amigo”, disse.
Juca do Guaraná também negou que o adiamento da votação possa pesar negativamente para a imagem da Casa. Para ele, o assassinato recai sobre o vereador assim como qualquer desgaste em torno da situação.
“Em hipótese alguma, é uma coisa que aconteceu com uma pessoa. Falar da Casa sobre a atitude de um vereador acho que é ruim”, acrescentou.
O caso
Alexandre Miyagawa, conhecido como Japão, foi morto a tiros por Paccola no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá, na noite do dia primeiro de julho deste ano. Após a morte, o vereador foi encaminhado à delegacia para prestar depoimento e acabou sendo liberado em seguida.
Paccola alegou que agiu em defesa do bem comum, uma vez Miyagawa supostamente estaria exaltado e poderia atirar nas pessoas na rua com a arma que tinha em punho.
Na semana seguinte, Edna Sampaio entrou com um pedido de afastamento do vereador, que foi apreciado pela Comissão de Ética da Casa. Após o trâmite, o documento seria votado na sessão desta quinta-feira, mas foi adiado para apreciação da Comissão de Constituição e Justiça.
