O número de homicídios de jovens entre 15 e 29 anos cresceu 54,3% entre os anos de 2004 e 2014 em Mato Grosso, aponta o estudo Atlas da Violência 2016, divulgado nesta terça-feira (22). Em 10 anos, foram cometidos 5.128 assassinatos de pessoas nessa faixa etária no estado, sendo que o ano com maior quantidade desse tipo de crime foi 2014, com 682 casos. Mais da metade (53%) das vítimas era de homens.

De acordo com o estudo, a taxa de homicídios a cada 100 mil jovens em Mato Grosso, na faixa etária de 15 a 29 anos, subiu 45,2% em 10 anos. Esse índice coloca o estado em segundo lugar entre os demais do Centro-Oeste. O primeiro é Goiás, cuja taxa de assassinatos cresceu 84,1% entre 2004 e 2014. Mato Grosso do Sul e Distrito Federal apresentaram queda de 5,7% e 9,5%, respectivamente.

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“A alta prevalência de homicídio de jovens acarreta inúmeras consequências na sociedade, que se estendem para além das tragédias humanas e familiares. (…) a redução da mortalidade e o aumento da expectativa de vida ao nascer foram importantes elementos que contribuíram para o desenvolvimento socioeconômico das nações ao longo dos séculos”, diz trecho do estudo.

Conforme o levantamento, a morte de jovens “cresce em marcha acelerada” desde os anos 1980 no Brasil, e diz que o problema se torna ainda mais grave se for considerado que a partir de 2023 o país vai sofrer diminuição na proporção de jovens na população em geral – o que poderá implicar no mercado de trabalho, previdência social e na produtividade.

Homicídios de negros
A taxa de assassinatos de negros cresceu 42,2% em 10 anos no estado, enquanto a de não negros subiu 9,9% entre 2004 a 2014. No Centro-Oeste, o aumento no índice em Mato Grosso de homicídios de negros no período foi menor somente que o de Goiás, que teve alta de 104,8%. Mato Grosso do Sul e Distrito Federal apresentaram queda, respectivamente, de  6,1% e 7,6%.

Atlas da Violência 2016
O estudo foi feito em parceria entre o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os números citados nos documentos são do Sistema de Informação sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde. E, em algumas estatísticas, foi feito cruzamento das informações do SIM com outras de registros policiais e publicadas no 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do FBSP.

fonte; g1 mt

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