O empresário de Mato Grosso, Josino Pereira Guimarães, foi baleado na noite deste sábado durante assalto em Curitiba, capital do Paraná. O único disparo atingiu a região do abdomem.

De acordo com informações, Josino e a esposa deixavam uma padaria quando um ladrão o abordou e solicitou a entrega do relógio. Ele entregou o produto e, em seguida, o assaltannte pediu a carteira.

Josino foi colocar a mão no bolso para retirar a carteira quando o bandido resolveu efetuar o tiro suspeitando ser uma tentativa de reação. O ladrão acabou fugindo do local e Josino foi encaminhado a um hospital onde passou por cirurgia durante a madrugada deste domingo para retirada da bala.

O empresário não corre risco de vida, mas está na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) por precaução. A Polícia Civil do Paraná já investiga o caso e usará imagens do circuito interno da padaria para tentar identificar o assaltante.

CASO LEOPOLDINO

Josino é acusado pelo Ministério Público Federal de ser o mandante do assassinato do juiz Leopoldino Marques de Amaral em setembro de 1999 na cidade de Concépcion, no Paraguai. Aliás, ele seria novamente julgado sobre o homicídio neste dia 24, mas houve suspensão por liminar do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Jorge Mussi.

Em 2011, o empresário chegou a ser julgado e abolsvido das acusações.

De acordo com a denúncia do MPF, Josino Guimarães foi o mandante do crime, após ser denunciado pela vítima em um suposto esquema de vendas de sentenças na Justiça Estadual de Mato Grosso.O empresário responde o processo em liberdade.

O corpo do juiz foi encontrado carbonizado e com ferimentos de bala na cabeça. As investigações da Polícia Federal levaram à prisão, na época, da ex-escrevente Beatriz Árias Paniágua, como coautora do crime; do tio dela, Marcos Peralta, como autor do assassinato; e de Josino Guimarães, como mandante.

Em 2011, Josino e outras quatro pessoas foram condenado pelo juiz federal Paulo Sodré, por tentarem montar uma farsa no intuito de favorecer o empresário, consistente na informação de que o juiz Leopoldino Amaral estaria vivo. Josino, o seu irmão Cloves Guimarães, o delegado Márcio Pieroni, o agente prisional Gardel Lima e o detento Abadia Proença foram punidos por crimes como formação de quadrilha, denunciação caluniosa, violação de sepultura, quebra de sigilo funcional, fraude processual, interceptação telefônica para fins não previstos em lei e desobediência.
Na ocasião, Márcio Pieroni foi condenado a 20 anos e 4 meses de prisão; Josino Guimarães a 9 anos; Gardel Lima a 10 anos e 10 meses; e Abadia Proença a 9 anos e 4 meses. Eles chegaram a serem presos na época, mas conseguiram liberdade na Justiça.

fonte ; folha max

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