O ex-secretário estadual Pedro Nadaf (Casa Civil e Indústria e Comércio), preso desde o dia 15 de setembro de 2015, seria uma das vítimas da suposta extorsão praticada por cinco jornalistas investigados pela operação “Liberdade de Extorsão”, deflagrada pela Delegacia Fazendária (Defaz) no último sábado (12). Segundo a Polícia Civil, Nadaf teria pago R$ 100 mil ao grupo para evitar a veiculação de informações a seu respeito.

De acordo com a polícia, o ex-secretário – que se encontra preso no Centro de Custódia de Cuiabá, acusado de suposto envolvimento em esquema de fraudes fiscais – deverá ser interrogado pelo delegado Anderson Veiga ainda nesta semana para esclarecer os detalhes da suposta extorsão que sofreu.

Segundo a assessoria da Polícia Civil, as investigações da Defaz apontam que Nadaf teria efetuado o pagamento exigido pelos profissionais em três cheques, sendo dois deles no valor de R$ 30 mil e um no valor de R$ 40 mil.

A previsão é de que a oitiva do ex-secretário ocorra até quinta-feira (17). Na sequência, devem ser ouvidos os jornalistas que foram presos preventivamente no último sábado: Max Feitosa Milas, Maycon Feitosa Millas, Antônio Carlos Millas de Oliveira e Naedson Martins da Silva, todos do Grupo Milas de Comunicação.

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Antônio Millas de Oliveira é dono do jornal Centro-Oeste Popular, o filho dele, Max Feitosa, é dono do Notícia Max e Naedson da Silva é editor-chefe do Brasil Notícias. Os mandados de prisões foram cumpridos na operação “Liberdade de Extorsão”, da Delegacia Fazendária (Defaz).

Coação
Segundo a Polícia Civil, o grupo agia há anos. Os profissionais são suspeitos de coação e extorsão, em especial a políticos e empresários com contratos com o poder público, que teriam sido obrigados a pagar entre R$ 100 mil e R$ 300 mil para não terem informações divulgadas nos veículos do Grupo Milas sobre supostas irregularidades em contratos, corrupção ativa e passiva, entre outros crimes. Os valores pagos aos jornalistas variavam conforme a capacidade econômica de cada vítima, segundo a polícia.

Na mesma operação foi preso um auditor fiscal da prefeitura de Cuiabá que teria colaborado com os jornalistas “vazando” informações que deveriam ser restritas ao banco de dados do Poder Executivo municipal.

Outro lado
Em nota enviada à imprensa, o Grupo Milas de Comunicação afirmou que a empresa tem divulgado denúncias envolvendo pessoas importantes em Mato Grosso e que os jornalistas vão esclarecer o caso quando forem ouvidos pela autoridade policial.

Conforme a nota, os veículos da empresa “sempre se pautaram pela verdade” e têm como linha editoral o jornalismo investigativo. A nota diz ainda que isso tem incomodado “poderosos do estado” e provocado ameaças e intimidações de seus funcionários.

“A imprensa cumpre seu papel constitucional de reportar os fatos de interesse da sociedade e é isso que os jornais do GM faz diariamente”, afirmou a empresa, em nota

fonte : G1 mt

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