Os estudos referentes ao valor da tarifa e quanto à operacionalização do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) já está em poder do Estado. A Secretaria de Cidades recebeu nesta data, 3, os dois últimos relatórios da consultoria executada pela KPMG  sobre o modal, desenvolvido pela KPMG Consultoria Ltda.  Os dados serão analisados nesta semana e, encaminhados até o dia 19 de março, à Justiça Federal que irá definir o futuro quanto ao sistema, que já consumiu cerca de R$ 1 bilhão.  A Secretaria de Cidades de Mato Grosso ainda não divulgou quanto seria o valor da passagem.

Em janeiro, a empresa KPMG apresentou a primeira parte do trabalho, que abordou a viabilidade financeira para conclusão do modal.  O estudo aponta que o custo total para finalizar os serviços seria de R$ 602 milhões aos cofres públicos. O valor é muito abaixo do R$ 1,135 bilhão requisitados pelo consórcio construtor em 2015 a título de reajuste, reequilíbrio financeiro, câmbio e saldo devedor. Tal solicitação somava R$ 2,2 bilhões para conclusão da obra.

Atualmente, o contrato relacionado à obra do modal segue junto à Justiça Federal, devido à ação civil pública ingressada pelo Ministério Público Federal (MPF), Governo de Mato Grosso e Ministério Público Estadual (MPE/MT).

“A intenção do Governo Pedro Taques é concluir esta obra e é preciso responsabilidade. Só vamos utilizar dinheiro público em algo que se mostrar viável. Por isso a importância de um estudo técnico independente. Com as informações em mãos, o Estado terá condições de definir os andamentos necessários para conclusão do modal”, destacou o secretário de Cidades, Eduardo  Chiletto.

O VLT deveria ter sido entregue em junho de 2014, antes mesmo do início dos jogos da Copa do Mundo em Cuiabá. Entretanto, os sucessivos atrasos levaram o governo a fazer um aditivo prevendo o término para 31 de dezembro do mesmo ano. Porém, as obras foram paralisadas antes mesmo deste prazo.

O consórcio VLT Cuiabá venceu a licitação realizada em junho de 2012, na modalidade do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), que não permite aditivos, por R$ 1,447 bilhão. Deste total, R$ 1,066 bilhão já foram pagos.

Fonte : Olhar Direto

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