A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal da Assembleia Legislativa de Mato Grosso identificou que entre os 20 empresários que sonegaram impostos entre os anos de 2010 a 2014, no Regime Especial, figuram presidiários que respondem por tráfico, roubo ou homicídio.

A revelação foi feita na tarde desta quarta-feira (2) pelo deputado estadual e presidente da CPI, José Carlos do Pátio (SD), na reunião da Comissão que aprovou a convocação de Paulo Bernardes de Campos, dono da empresa Nova Grãos, preso na Cadeia Pública do Capão Grande (VG) e acusado de sonegar R$ 101 milhões.

“Ele é proprietário de uma empresa de comercialização de grãos e é homicida. Através de uma investigação foi possível notar que a maioria desses empresários que receberam incentivos no regime especial responde por crimes. É estranho”, disse.

A Comissão acredita que essas empresas estariam em nomes de “laranjas”. Fato este que foi comprovado em uma visita in loco no último dia 2 de fevereiro em três endereços que deveriam abrigar empresas beneficiadas. Em um dos endereços onde deveria estar a empresa Nova Grãos, por exemplo, foram encontrados apenas travestis no local.

Na sede da segunda empresa beneficiada por incentivos, a Folha Verde Grãos, deveriam estar a Mira Grãos e Fértil Solo. Em nenhum dos endereços foi comprovado a existência das empresas que sonegaram os valores milionários sobre os incentivos. Esta última, o proprietário Aldevino Aparecido Bissoli, foi convocado para prestar depoimento na CPI, porém, não compareceu.

Pátio adianta que ele irá depor coercitivamente. ” Ele será trazido por força policial. Estas pessoas não cumpriram metas do Prodeic em criar empregos e produtividade”.

Na reunião de hoje, também foi votado requerimento que solicita a presença do dono da JBS, Wesley Batista. Ele terá que explicar sobre os incentivos que sua empresa recebeu durante a gestão de Silval Barbosa (PMDB), preso sob acusação de participar de um esquema de pagamento de propina para concessão de incentivos fiscais.

Além dele, estão presos também os ex-secretários de Fazenda, Marcel de Cursi e,  Pedro Nadaf, da Chefe da Casa Civil.

Em relação ao depoimento do presidiário, a Comissão aguarda a autorização do juiz da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, Otávio Vinicius Affi Peixoto, para que ele possa depor nos próximos dias.

Fonte: Gazeta Digital

 

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