A promulgação pelo Congresso, na semana passada, da emenda constitucional (PEC 182/07) que abre janela para troca de partidos sem perda do mandato, impulsiona movimentações em Mato Grosso. Articulações poderão revelar grandes surpresas.

Fonte de um partido da base aliada do governador Pedro Taques (PSDB), aposta na filiação de um expoente do PR, aos quadros do PSD presidido pelo vice-governador Carlos Fávaro. As amarrações são mantidas sob sigilo, com receio de interferências.

O “cortejado” republicano pelo PSD, pode deixar uma lacuna no PR do senador Wellington Fagundes. Isso porque esse líder do PR, prestes a aderir ao PSD, é um dos aventados na legenda republicana para disputar as eleições em um dos maiores colégios eleitorais de Mato Grosso.

No PR, nomes como o do deputado Emanuel Pinheiro vem sendo sondados pelo PSDB de Nilson Leitão e ainda pelo PMDB, de Carlos Bezerra. No caso do PMDB, Bezerra admite que Pinheiro poderia ser analisado para disputar a prefeitura de Cuiabá.

Na Capital, o prefeito Mauro Mendes (PSB), ainda não anunciou oficialmente os planos de reeleição. Em tempo, seguiriam nos bastidores as articulações para reforçar seu grupo de apoiadores. É nessa seara que o senador Blairo Maggi (PR) desistiu de filiar-se ao PMDB, pelo menos no momento.

O PSDB refuta a ideia de aliar-se a peemedebistas na Capital, e deve repassar essa orientação para a maioria dos municípios. Maggi recebeu pedidos do interior, de líderes políticos, para não aderir ao partido de Bezerra.

Uma cisão entre PMDB e PSDB pode provocar prejuízos em planos políticos em várias cidades. Ele também avaliaria deixar o PR.

Se permanecer nos quadros republicanos, o senador também seria simpático a levar o PR para a base do governo. A PEC 182/07 prevê que os detentores de mandatos eletivos poderão deixar as siglas pelas quais foram eleitos nos 30 dias seguintes à promulgação da emenda.

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