No começo, a ideia de vender brownies em uma bicicleta era apenas para ter uma renda extra para Camila Rodrigues Pereira e Raphael Ramos da Cunha. Há quatro meses, eles tiveram a ideia de montar uma ‘food bike’ e vender uma das especialidades dela: o brownie. Casados há 10 anos e pais de duas filhas, eles viram na novidade uma oportunidade de driblar a crise. Hoje, o pequeno empreendimento que era incerto é a renda principal da casa.

Camila, de 31 anos, é maquiadora profissional, nunca pensou em fazer doces para vender. O primeiro incentivo veio dos amigos que eram recebidos com a iguaria na casa dela.

“Jamais pensei em fazer para vender, mas falavam que meu brownie era tão bom e que eu deveria fazer para vender”, contou. A ideia tomou forma na cabeça e o casal criou o ‘I Love Brownie’.

Foi Raphael, de 29 anos, com o espírito empreendedor que procurou formas inovadoras de vender o doce. “A ideia é que fosse de uma forma diferente. Pesquisando  na internet, vi o ‘food bike’. Descobri que era muito comum em cidades como São Paulo e em Cuiabá ainda não tinha”, lembrou ele, acrescentando que a proposta é inovar.

“Existem outras pessoas que vendem salgado, picolé e outras comidas na bicicleta, mas não fica uma coisa atraente”, completou Rapahel. Para chamar a atenção e atrair clientes, o casal investiu R$ 5 mil. Os gastos vão desde a bicicleta que precisou ser equipada até os adesivos e utensílios doméstico, como forno e batedeira.

O casal passou a ser conhecido como “Sr. e Sra. Brownie”. “Todo mundo tem que ter um extra, ainda mais em época de crise”, declarou Camila. Ela é quem põe a mão na massa. “A massa tem um segredo que só ela sabe. Nem eu sei qual é esse toque especial. Ela diz que vai levar para o túmulo”, revela Raphael.

No entanto, para chegar ao produto que, segundo eles, é procurado novamente por quem come, muitas outras receitas foram testadas. “Eu estudei muito, procurei diferentes receitas e fui dando um toque pessoal. Nossos amigos e familiares até agradecem de tanto brownie que eles comeram nessas tentativas”, conta Camila.

Hoje, eles vendem cerca de 150 brownies em um dia normal. As vendas aumentam quando o casal é convidado para estacionar a bicicleta em coquetéis e eventos: são 500 por dia de evento. Camila e Raphael chegam a ganhar de R$ 600 a R$ 800 por dia, quando as vendas são boas. Os doces são vendidos a R$ 6 o recheado e, R$ 4 o tradicional.

Juntos eles se orgulham do produto que vendem. “É tudo artesanal. Colocamos a mão na massa, fazemos com carinho. Esse é o charme da coisa: nos importamos com o que as pessoas vão comer”, afirmou Camila. Entres os sabores disponíveis estão: doce de leite, creme de avelã, beijinho.

Raphael e Camila não têm uma loja física. Eles estacionam a bicicleta em diferentes pontos da cidade durante os dias da semana. Para atrair os clientes, eles avisam nas redes sociais em região da cidade estão parados.

O negócio já tem pretensão de crescer. O casal pretende equipar a segunda bicicleta e ampliar os negócios. “Nossa ideia deu certo e a gente já quer colocar outras ‘bike’ na rua”, comentou Raphael. Além de expandir os próprios negócios, Camila e Raphael incentivam outros empreendedores que viram na ‘food bike’ alternativa para ganhar dinheiro.

Denise Arruda é uma delas. A publicitária de 35 anos resolveu vender brigadeiro gourmet para sair da crise. O negócio deu certo e ela aderiu à moda da ‘food bike’ para ampliar os negócios. Com o marido, a Sra. Gracinha (como é conhecida) também estaciona a bicicleta em pontos da cidade para vender os doces. O casal vende 12 sabores de brigadeiros gourmet. Cada unidade sai a R$ 4.

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