PF aponta movimentação ‘expressiva’ de valores entre ex-secretário e funcionária de empresa

Investigação da Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU) constatou uma movimentação financeira ‘expressiva’ entre o ex-secretário de Cuiabá, Luiz Antônio Possas de Carvalho, e uma funcionária da empresa qual ele já foi sócio. Possas foi convocado para depor nesta sexta-feira (1), na sede da PF.

Segundo as informações, os dados financeiros analisados pelos policiais mostraram que mesmo a funcionária não tendo um padrão de vida que justifique as operações bancárias de altos valores, depósitos em espécies na sua conta corrente eram comuns.

Depois que ela recebia os valores, foi apontado ainda que “era rotineiro o pagamento de títulos em nome de terceiros vinculados ao ex-secretário”, destacou a PF em comunicado à imprensa.

Operação

A constatação foi feita durante apuração que resultou na Operação Colusão, deflagrada nesta quinta-feira (30), em Cuiabá. Os alvos são, além do ex-secretário, a sede da Secretaria Municipal de Saúde e uma empresa que mantém 6 contratos investigados pelos agentes.

Sabe-se até o momento que as fraudes ocorriam no processo licitatório para a aquisição de materiais de consumo hospitalares e de equipamentos (EPIs) para os servidores utilizarem durante o trabalho em meio à pandemia da covid-19. Os valores dos contratos batem o montante de R$ 1.998.983, 37.

Foi apontado ainda que uma empresa fantasma atuava emitindo orçamentos de processos de compra para dar ‘legalidade’ ao ato. A empresa teria recebido R$ 1.071.388, 00, além de direcionar o pagamento mensal para um servidor da Saúde, que até então, ocorre sem nenhum motivo idôneo aparente.

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