Governador Mauro Mendes chama o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro de Mentiroso ( Paletó)

O governador Mauro Mendes (DEM) ironizou, nesta terça-feira (22), o pedido do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) para que a Corregedoria da Polícia Civil apure o suposto uso político da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) pelo delegado Eduardo Botelho.

Mendes apontou que as operações das quais a gestão Emanuel foi alvo pela especializada foram deflagradas após decisões judiciais e pareceres do Ministério Público.

“Ele deveria pedir também uma intervenção no Judiciário que mandou afastar, no Ministério Público que pediu o afastamento. Quer dizer, estão todos errados: a Polícia está errada, o Ministério Público está errado, o Judiciário está errado e só o Paletó está certo?”, afirmou o governador.

O termo “paletó” faz referência a um vídeo em que Emanuel aparece recebendo maços de dinheiro – supostamente de propina – à época em que era deputado estadual. O vídeo veio a público em agosto de 2017.

Quer dizer, estão todos errados: a Polícia está errada, o Ministério Público está errado, o Judiciário está errado e só o Paletó está certo?

Uma delas foi a Sinal Vermelho, que investigou a suspeita de crime na aquisição de semáforos inteligentes para a cidade e afastou o secretário de Mobilidade Urbana, Antenor Figueiredo.

A outra, batizada de Overpriced, apurou a suspeita de compra superfaturada e além do necessário de medicamentos. Na sua primeira fase, em outubro de 2020, cumpriu o afastamento do então secretário de Saúde Luiz Antônio Possas de Carvalho.

Para Mendes, a acusação do suposto uso político da Deccor é uma “tática antiga” usada por acusados de esquemas criminosos.

“Essa é uma tática antiga, não vou entrar no mérito de pessoas que são acusadas. O prefeito coleciona uma triste estatística: cinco secretários afastados”, relembrou.

“Doa a quem doer”

Mendes ainda foi questionado por jornalista se avalizaria ou não o trabalho da Polícia Civil no Estado. “Eu assino em baixo”, disse.

O gestor garantiu que não há interferência e que as investigações relativas às forças de segurança do Estado são realizadas com autonomia.

“Eu, Mauro Mendes, como governador do Estado, nunca interferi em lugar nenhum. Sempre dei autonomia para que a nossa Secretaria de Segurança e a Polícia Militar e Civil pudessem trabalhar corretamente”, afirmou.

“Confio muito nas nossas forças de segurança e acredito que elas têm o dever e vão continuar cumprindo o seu dever de fiscalizar doa a quem doer, contra quem for”, emendou.

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