Cuiabá tem cesta básica mais cara da região Centro-Oeste. E O AUXILIO 150 REAIS DA PRA FAZER O QUE ?

Abril fecha com o conjunto básico de alimentos cotado a R$ 599,8. Valor é 15,45% maior que o registrado em 2020

O valor médio da cesta básica, em Cuiabá, registrou a segunda alta mensal seguida no ano ao atingir R$ 599,8 em abril.

O valor é ainda o maior de 2021 e aponta um aumento anual de 15,45%. No mesmo momento do ano passado, por exemplo, o conjunto de alimentos básicos estava em R$ 519,5.

Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Com o preço apurado no mês passado, a cesta cuiabana é a mais cara entre as capitais do Centro-Oeste e segue sendo a 6ª mais cara do País.

Em relação a março – cujo valor médio foi de R$ 594,8 – o valor da cesta básica em Cuiabá registrou leve alta de 0,8%.

Este crescimento foi puxado pelo aumento nos preços da batata (6,6%), do tomate (5,2%), do feijão (1,3%) e da carne (1,2%).

Chama à atenção que a escalada de preços dos alimentos básicos reduz cada vez mais o poder de compra dos assalariados.

Ao custo de R$ 599,8, como foi apurado em abril, na Capital de Mato Grosso, o trabalhador que recebe um salário mínimo – atualmente em R$ 1.100 – destina mais de 54% do piso para adquirir a cesta.

Esse conjunto de alimento é formado por 13 itens que são suficientes para um adulto por 30 dias.

Como o Imea segue a mesma metodologia do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que elabora a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, é possível fazer comparativo entre o valor da cesta básica em Cuiabá dentro do ranking nacional. Nessa comparação, Florianópolis R$ 634,53 tem o maior valor de abril no País, seguido por São Paulo R$ 632,61, Porto Alegre R$ 626,11, Rio de Janeiro R$ 622,04, Vitória R$ 610,98 e Cuiabá R$ 599,8.

Considerando apenas as capitais do Centro-Oeste, a cesta cuiabana é a mais cara da região. Conforme atualização do Dieese, em Brasília o custo com o conjunto de alimentos ficou em R$ 587,33, em Campo Grande R$ 586,26 e em Goiânia, o menor valor regional, R$ 556,27.

ITENS – No mês passado, dos 13 itens que compõe a cesta básica, doze tiveram alta em relação a abril do ano passado.

Apenas o tomate registrou queda. Carne, arroz, batata e óleo – que dobrou de preço – registraram as maiores altas do período.

Em relação a março, dos 13 itens, três tiveram queda de preços, sendo a maior na banana, -10,98%.

Dos dez que tiveram as médias majoradas, as altas mais significativas ficaram por conta da batata e do tomate, 6,60% e 5,16%, respectivamente.

DIEESE – Entre março e abril de 2021, o custo médio da cesta básica de alimentos aumentou em 15 cidades e diminuiu em outras duas, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Dieese em 17 capitais.

As maiores altas foram registradas em Campo Grande (6,02%), João Pessoa (2,41%), Vitória (2,36%) e Recife (2,21%). As capitais onde ocorreram as quedas foram Belém (-1,92%) e Salvador (-0,81%).

Em 12 meses, ou seja, comparando o custo em abril de 2020 e abril de 2021, o preço do conjunto de alimentos básicos subiu em todas as capitais que fazem parte do levantamento.

Com base na cesta mais cara que, em abril, foi a de Florianópolis, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.330,69, valor que corresponde a 4,85 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00.

O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças. Em março, o valor do mínimo necessário deveria ter sido de R$ 5.315,74 ou 4,83 vezes o piso em vigor.

O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta, em abril, ficou em 110 horas e 38 minutos, maior do que em março, quando foi de 109 horas e 18 minutos.

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