Especialista dá dicas de como alavancar pequenos negócios

Diante do alto índice de desemprego ocasionado pela pandemia, os amazonenses começaram a buscar alternativas para conseguir renda, como o envolvimento nos pequenos negócios. No estado, das 38.648 novas microempresas abertas em 2020, 82% correspondem aos Microempreendedores Individuais (MEIs), com 31.742, segundo o Sebrae-AM.
Nesse contexto, especialista dá dicas de como manter os empreendimentos em meio à crise e no que investir.
Para o especialista em estratégias empresariais e gestão corporativa Ícaro Gaspar, o cenário pandêmico intensificou ainda mais a necessidade dos pequenos negócios aderirem às mídias sociais. Segundo ele, nenhum ramo, atualmente, pode se dar ao luxo de não utilizar o recurso das redes para alavancar suas vendas.
“Com exceção dos negócios que geram aglomeração, todas as áreas têm grande potencial para dar certo, seja no ramo da alimentação, da educação ou qualquer outra.
E se tiver foco no cliente, com atendimento em multicanal, implementação tecnológica e ferramentas logísticas para uma melhor entrega do produto, terá grande oportunidade de ser um sucesso”, esclarece o especialista.
Para adquirir mais conhecimento, Gaspar sugere que o pequeno empreendedor faça cursos como Gestão Financeira, Logística de Estoque e Gestão da Qualidade, e ainda aconselha que conquiste mais conhecimento sobre vendas e negociações, inclusive por meio do mundo virtual, ou seja, on-line.
Os livros, com assuntos semelhantes, também são boas ferramentas para aprender a gerir melhor um negócio, segundo o especialista.
A partir da compreensão de como o negócio funciona, é possível destacar as principais ações para driblar os impactos do novo coronavírus, como os serviços delivery, e-commerce e marketplaces. Além de novos canais de comunicação e de distribuição dos produtos para manter o relacionamento com os clientes e as vendas.
Nova tendência
Dar o devido valor às redes sociais fez a diferença nos negócios da microempreendedora Isabela Pimenta, 38. Residente em Manaus, Isabela encontrou na venda de tapetes personalizados, conhecidos como capachos, uma forma de driblar a crise econômica na pandemia.
Com as medidas restritivas, Isabela oferece seus produtos pelas mídias sociais, trabalhando desde a divulgação até o acerto da venda com os clientes.
Somente as entregas são feitas de modo presencial, mas diretamente na casa do comprador e com a ajuda de um entregador.
“Hoje em dia, sem as redes sociais não conseguimos vender nada. Até outros ramos de atividades [e empresas maiores] fazem questão de pagar profissionais para gerenciar as mídias sociais. Quando vou comprar algo, antes de pesquisar no Google, já procuro no Instagram. Acredito que muitos clientes fazem o mesmo”, analisa a empreendedora.
A dona do pequeno negócio ainda pretende migrar para plataformas especializadas em vendas on-line, e que não cobram frete para entregas acima de um valor maior. “O frete sempre foi uma dificuldade para mim”, explica Isabela, já que os capachos são trazidos de São Paulo.
Olhar de fora
Gaspar salienta que, em situações de crise econômica, grandes oportunidades surgem, justamente por isso, é preciso estar atento para não desanimar e sair do foco. Para ele, o ideal é tentar manter uma visão analítica, com um olhar de fora.
São em momentos de incerteza que o empreendedor perde, muitas vezes, o foco e entra num looping operacional [gerando] um resultado adverso ao esperado. São nesses momentos que a estratégia e gestão fazem toda a diferença. Com um olhar imparcial, sistêmico e focado em resultados, aplicando ferramentas de produtividade e gestão por indicadores e cativando o time para o trabalho em equipe que se cresce. Em momentos de crise também é possível encontrar oportunidades”, ressalta o especialista.
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