Bolsonaro diz que mortos de Jacarezinho são traficantes que ‘roubam e matam’

Presidente Jair Bolsonaro durante coletiva ao sair do Palaácio da Alvorada, ode falou sobre a Crise dos EUA-Irã e o aumento do preço dos combustíveis Sérgio Lima/Poder360 07.jan2020

Sem que as investigações tenham sido concluídas, o presidente Jair Bolsonaro classificou como “traficantes que roubam, matam e destroem famílias” os mortos na operação na favela do Jacarezinho, no Rio, em seu perfil oficial de rede social na noite deste domingo (9).

Na publicação, Bolsonaro parabenizou a Polícia Civil do estado. Esta foi a primeira manifestação pública direta sobre a operação mais letal da história do Rio de Janeiro.

“Ao tratar como vítimas traficantes que roubam, matam e destroem famílias, a mídia e a esquerda os iguala ao cidadão comum, honesto, que respeita as leis e o próximo. É uma grave ofensa ao povo que há muito é refém da criminalidade. Parabéns à Polícia Civil do Rio de Janeiro”, disse.

Ele também prestou homenagem ao policial André Leonardo, morto durante a ação.

 

Ao tratar como vítimas traficantes que roubam, matam e destroem famílias, a mídia e a esquerda os iguala ao cidadão comum

“Nossas homenagens ao Policial Civil André Leonardo, que perdeu sua vida em combate contra os criminosos. Será lembrando pela sua coragem, assim como todos os guerreiros que arriscam a própria vida na missão diária de proteger a população de bem. Que Deus conforte os familiares”, postou.

A ação na comunidade de Jacarezinho, na zona norte carioca, ocorreu na quinta-feira (6) e deixou pelo menos 28 mortos.

A operação ocorreu sob a vigência de uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que limita ações policiais em comunidades desde junho do ano passado, durante a pandemia do novo coronavírus. As polícias são obrigadas a justificar as incursões ao Ministério Público.

Os alvos da ação eram 21 réus acusados de associação ao tráfico. A denúncia do Ministério Público contra eles tem como base fotos publicadas em redes sociais em que aparecem armados, mas não cita homicídios, aliciamento de menores e sequestro de trens como divulgado pela Polícia Civil.

A corporação negou que tenha ocorrido irregularidades nas mortes provocadas por seus agentes e afirmou que todos atuaram em legítima de defesa.

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