O deputado federal Victório Galli (PSC) não teme a volta do regime militar, como adversários políticos pregam caso o pré-candidato à presidência, deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), vença as eleições deste ano. Bolsonaro, contudo, apesar de elogiar o período, não defende a volta do regime.

Galli afirma que quem viveu naquela época tem saudades do sistema de governo que era praticado. “Não tinha corrupção, não tinha essa ladroagem, não tinha essa veadagem que tem por aí afora”, disparou o deputado em entrevista à Rádio Capital FM, nesta quarta (3).

Apesar de pregar que o regime militar era melhor que os tempos atuais, o parlamentar admite que não tem possibilidade de voltar. “Se não tiver harmonia com o Congresso não se governa. Ele sabe disso, sabe que a ditadura não irá acontecer”, sustenta.

Galli diz ainda que apoia Bolsonaro mesmo com a possibilidade de deixar a sigla. O parlamentar seria candidato pelo Patriota, no entanto, acabou recuando da filiação após a possível adesão do deputado estadual Adalto de Freitas (Solidariedade), o Daltinho. A tendência é que ele fique no PSC ou migre ao PR.

De todo modo, o presidenciável só pode trocar de sigla em abril, quando abre a janela partidária, aos que queiram disputar o pleito. “O PSC investiu no Bolsonaro para ser candidato só que não deu certo por questão de relacionamento com os dirigentes”, lembra.

Segundo Galli, o colega não gostou da articulação da sigla, que coligou com o PT em três Estados. Outro fator que desagradou dirigentes do PSC foi desentendimento de Bolsonaro com a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ). A parlamentar, que é médica, foi socorrer o filho dele, Flávio Bolsonaro, após passar mal num debate de TV quando ambos disputavam a Prefeitura do Rio.

De todo modo, Galli garante apoio ao colega, pois o país precisa de choque de gestão. “Precisamos de um presidente de punho forte para segurar as coisas. Não tem culpa no cartório, tem sete mandatos e não tem ninguém que o acuse de corrupção”, sustenta o parlamentar.

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