O ex-secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, coronel da Polícia Militar Airton Benedito Siqueira Júnior, teve negado seu pedido de autorização judicial para viajar a Santiago, no Chile, onde pretendia passar férias e o Natal com sua esposa, a delegada da Polícia Civil Sílvia Pauluzi.

 

O pedido foi indeferido pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Mauro Campbell no dia 29 de novembro, mas a decisão somente foi divulgada nesta terça-feira (5)

Na mesma decisão, o magistrado também negou ao coronel acusado de participação no esquema de grampos ilegais a autorização para viajar ao município de Mirassol D’Oeste (300 Km a Oeste de Cuiabá), onde ele pretendia ir sempre que fosse necessário para se reunir com seus advogados Jerferson Santana da Silva e Victor Thiago Marques Ochiucci.

No caso do primeiro pedido, de viagem para o exterior, a negativa se deu porque os autos foram conclusos ao gabinete do ministro em 20 de novembro, um dia depois da data de embarque prevista pelo réu.

 

Já em relação aos planos do coronel em se encontrar com seus advogados no interior do Estado, Campbell citou recomendação do Ministério Público Federal (MPF) e ressaltou que Airton Siqueira deveria apresentar o cronograma de reuniões programadas para obter tal autorização.

Airton Siqueira é um dos investigados no escândalo das interceptações ilegais ocorridas no Estado, supostamente a mando de membros da cúpula do governo e da Polícia Militar.

Em 27 de setembro, na operação Esdras, ele chegou a ser preso acusado de obstrução de justiça, por ordem do desembargador do Tribunal de Justiça Orlando Perri, que inclusive o apontou como autor de ameaças para tentar tirar o magistrado da relatoria do processo. Pouco mais de um mês depois, Siqueira foi solto, quando o caso foi remetido ao STJ, sendo submetido à medidas restritivas que ainda cumpre.

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