A procuradoria da Câmara de Vereadores estuda se as reuniões da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó serão abertas à população e imprensa, ou fechadas. A indagação de como serão realizados os encontros, partiu do vereador Adevair Cabral (PSDB), que é relator da investigação e faz parte da base do prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), que deve ter a conduta investigada pela CPI.

De acordo com o presidente da Comissão, vereador Marcelo Bussiki (PSB), após o questionamento do vereador tucano a procuradoria foi consultada e ainda não se posicionou. Para o parlamentar, as reuniões devem ser abertas ao público para cumprir o princípio da publicidade que garante à população acesso às decisões tomadas pelos vereadores e membros.

“Na semana passada fizemos a primeira reunião da comissão para definir o cronograma e foi questionado pelo Adevair se as reuniões seriam abertas, já que é uma investigação disciplinar. Eu disse que não pode ser fechada porque a população tem que saber o que está sendo feito. Ele então pediu para que a procuradoria se posicionasse sobre isso”, disse Bussiki.

O grupo oposicionista com 9 vereadores que assinou previamente o pedido de investigação ainda avalia se entra na Justiça para conseguir mudar a composição da CPI que tem como relator e membro, 2 vereadores da base do prefeito, Adevair Cabral (PSDB) e Mário Nadaf (PV). A investigação foi proposta por Bussiki para investigar a conduta do prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), que foi filmado na época que era deputado estadual recebendo maços de dinheiro e guardando no paletó.

O ex-governador Silval Barbosa afirma em delação premiada que o dinheiro era propina paga por ele como mensalinho em troca de apoio político na Assembleia Legislativa. A CPI terá 120 dias para ser concluída, podendo ser prorrogada mediante a solicitação da comissão. O relatório final deverá ser colocado para aprovação do plenário. Os membros da comissão devem investigar possível quebra de decoro do prefeito Emanuel Pinheiro.

Outro ponto que será investigado é a suposta prática de obstrução de justiça, por parte do prefeito, na divulgação do áudio de uma conversa entre o ex-secretário de Estado Alan Zanata e o ex-chefe de gabinete de Silval, Sílvio Corrêa. No áudio, Zanata especula sobre o vídeo em que Emanuel Pinheiro aparece recebendo dinheiro das mãos de Sílvio Correa, em uma aparente tentativa de modificar o contexto em que as imagens foram gravadas. O áudio teria sido encontrado pela Polícia Federal, durante a Operação Malebolge, na casa do peemedebista.

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