O guaraná – paullinia cupana – é fruto do guaranazeiro rico em estimulantes derivados de xantina (como a teofilina, a cafeína e a teobromina), flavonoides, fósforo, ferro, magnésio, potássio, cálcio, vitamina A e vitamina B1. Ele é comercializado em quatro formas diferentes: em rama, em bastão, em pó, cápsulas e na forma de xaropes e essências, mas principalmente nas duas últimas. Os principais estados produtores são Bahia, Amazonas, Mato Grosso, Acre e Pará.

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Na literatura científica, os dados sobre a concentração do guaraná em pó são conflitantes, dependendo da região de plantio e técnicas utilizadas para o cultivo e secagem. Em refrigerantes, a base de guaraná é de 1,1mg/100ml, e em xaropes é de 86,40mg/100ml. Precisamos de mais pesquisas para melhor definição, entretanto sabe-se que o guaraná apresenta maior teor de cafeína do que as sementes de café.

Um estudo realizado por Toledo e colaboradores (2007) com 13 marcas de guaraná em pó disponíveis no comércio das cidades de Campinas e Ribeirão Preto demonstrou que mais de 50% das amostras apresentaram, em média, quantidade três vezes superiores ao encontrado nas sementes do café (7,59g cafeína/grama de pó). A concentração média de cafeína encontrada nas amostras situou-se na faixa de 14,18mg a 28,79mg de cafeína/grama de pó (média de 20,68mg\g).

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Benefícios:
– Melhora a performance esportiva:
Por ser rico em cafeína, o guaraná também é considerado um recurso ergogênico. Ele tem propriedades estimulantes, retardando o início da fadiga em exercícios prolongados e de alta intensidade, e aumentando a força física, minimizando a sensação de esforço.

– Melhora a concentração e o raciocínio: a cafeína age diretamente no sistema nervoso central, reduzindo a sonolência, fadiga e melhorando a capacidade de raciocínio. Cinco minutos após o consumo, a cafeína pode ser detectada em todo o corpo humano, atingindo o seu pico de ação depois de 30 minutos, com duração de ação de quatro a seis horas.

O consumo excessivo de alimentos ricos em cafeína pode provocar sintomas desagradáveis como irritabilidade, dores de cabeça, insônia, diarreia e taquicardia. O guaraná não deve ser consumido por indivíduos com histórico de doença cardíaca, hipertensos, pessoas sensíveis ao uso da cafeína e indivíduos com alterações gastrointestinais (síndrome do cólon irritável, colite, diarreia, gastrite).

A ingestão superior a 400mg por dia pode levar ao chamado “cafeinismo”, e os sintomas mais comuns são ansiedade, inquietação, irritabilidade, tremores, perda de apetite, tensão muscular, insônia e palpitações no coração.

A dose segura de utilização do guaraná em pó ainda não está definida. É preciso a descrição do fabricante quanto à quantidade de cafeína por dose, não ultrapassando 400mg de cafeína por dia.

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