O líder do prefeito na Câmara de Cuiabá, vereador Lilo Pinheiro (PRP), afirmou que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso é que deveria investigar fatos que ocorreram na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). O posicionamento é uma crítica ao processo de abertura de uma Comissão parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar Emanuel Pinheiro (PMDB) que foi filmado enquanto era deputado estadual recebendo maços de dinheiro e guardando no paletó.

O vídeo faz parte da delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) homologada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal. Tanto Silval quanto seu ex-chefe de gabinete, Silvio Cézar Corrêa Araújo, responsável pela gravação das imagens, afirmam que o dinheiro recebido por Emanuel pera propina (mensalinho) paga por Barbosa em troca de apoio político na Assembleia Legislativa.

Lilo é primo de Emanuel Pinheiro. “Se essa investigação tiver que ser encaminhada para frente, ela tem que ser feita pelos órgãos competentes. A Assembleia poderia fazer as investigação quanto aos fatos que aconteceram na gestão do governo passado. Se fosse algo que aconteceu no munícipio de Cuiabá, ai sim seria com a Câmara”, disse o parlamentar em defesa do prefeito que está entre os 24 ex-deputados e deputados delatados pelo ex-governador como recebedores de propina.

Após o vereador Toninho de Souza (PSD), que era da base do prefeito, ter anunciado que assinaria o requerimento de abertura, outros 11 vereadores da base governista também assinaram o pedido. Com isso a instalação da investigação deve ser lida em plenário na próxima terça-feira (14). A CPI foi proposta pelo vereador Marcelo Bussiki (PSB) que integra o grupo de oposição a Emanuel Pinheiro no Legislativo Cuiabano.

Lilo está em seu 2º mandato como vereador por Cuaibá e também é advogado. Por isso acredita que tem conhecimentos políticos e jurídicos quando aponta que caberia aos deputados investigar a conduta do seu primo.

“Tenho respeito pela opinião pública e pelos vereadores, mas como legislador entendo que temos que procurar fazer aquilo que é o princípio que norteia o legislador que é fazer leis. Eu tenho o entendimento jurídico e da liderança do governo que uma comissão parlamentar de inquérito para investigar algo que supostamente aconteceu no estado de Mato Grosso foge de nossa competência legislativa”, argumenta.

Já o vereador Diego Guimarães (PP), que preside a Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Câmara de Cuiabá, explicou que a instauração da CPI do Paletó obedece ao rito definido no Regimento Interno da Casa. “Depois da leitura em plenário, decorre um prazo de 120 dias para a conclusão dos trabalhos, mas esse prazo é prorrogável, em função das necessidades apresentadas”, pontuou.

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