Atualizada às 15h50 – O deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) deixou o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) por volta das 15h desta quarta-feira (25), após ficar quase 40 dias preso por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, pela acusação de obstrução da justiça. Veja o vídeo da saída de Fabris no final da matéria.

Os deputados estaduais Mauro Savi (PSB) e Oscar Bezerra (PSB) estiveram juntos com um procurador do Legislativo para acompanhar a soltura de Fabris.

Ao sair da prisão, Fabris seguiu direito para sua casa, onde vai permanecer com os familiares. Ele estava visivelmente mais magro e se recusou a falar com a imprensa.

Sua liberdade só foi possível após a sessão na Assembleia Legislativa, na noite de terça-feira (24), quando 19 deputados votaram para liberar Fabris. Apenas os deputados Meraldo Sá (PSD), Adalto de Freitas (SD), Baiano Filho (PSDB) e Sebastião Rezende (PSC) não votaram, por estarem ausentes.

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A decisão dos deputados de votar sobre a prisão do deputado foi contra a determinação do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF), que manteve a prisão e não autorizou a Assembleia a votar sobre o assunto por entender que os parlamentares não possuem autonomia para tal.

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Os deputados, no entanto, afirmaram que a decisão de liberar Fabris está respaldada no artigo 53 da Constituição Federal e no artigo 59 da Constituição Estadual. Agora, com a obtenção de liberdade, Fabris retornará à Assembleia Legislativa somente após o procedimento da Mesa Diretora para desligar do mandato o suplente Meraldo Sá.

Prisão – Fabris está preso desde o último dia 15 de setembro, acusado de obstrução à Justiça. Ele teria deixado seu apartamento acompanhado da esposa carregando uma pasta que poderia conter documentos minutos antes da chegada de agentes da Polícia Federal (PF), que cumpriram mandado de busca e apreensão contra o parlamentar por conta da Operação Malebolge.

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Imagens obtidas pela Polícia Federal mostraram Fabris saindo de casa ainda de pijama com uma pasta. Ao reconstituírem o trajeto do parlamentar, os agentes descobriram que ele repassou o conteúdo da pasta para dois advogados, um deles o seu concunhado. Ambos acabaram sendo alvo de busca e apreensão dias depois. A defesa dele nega todas as acusações.

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