Postagem do governador Pedro Taques (Foto: Facebook/Reprodução)Postagem do governador Pedro Taques (Foto: Facebook/Reprodução)

Postagem do governador Pedro Taques (Foto: Facebook/Reprodução)

Em uma postagem publicada em sua página no Facebook, o governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), diz que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu um inquérito para investigar o suposto envolvimento dele com os grampos no governo do estado.

Ao G1, o STJ disse que não pode confirmar se a investigação está em curso na instituição, uma vez que, se houver, estará sob segredo de justiça. O sigilo sobre o caso é retirado apenas se o inquérito se tornar uma ação penal.

A publicação foi feita nessa quarta-feira (27) após a prisão dos secretários de Justiça e Direitos Humanos e de Segurança Pública, Airton Siqueira e Rogers Jarbas, respectivamente, e do ex-secretário da Casa Civil, advogado Paulo Taques, que é primo dele.

Taques afirma ainda ter pedido que o STJ abra um inquérito para investigá-lo. “Já foi aberta uma sindicância no STJ, que no juridiquês significa que a denúncia ainda está em fase de verificação de procedência para, em caso afirmativo, abrir um inquérito. No entanto, solicitei na segunda-feira a imediata abertura desse inquérito, acatado hoje (quarta-feira, 27) pelo STJ”, afirma, na postagem.

Ainda na mensagem ele diz que não tem nada a temer e alega existe uma tentativa de ligar o nome dele às escutas clandestinas feitas por uma organização criminosa, segundo a Justiça, composta por membros do alto escalão do governo do estado.

“Tenho a convicção de que nada devo a respeito desse caso. Quero que a investigação formal seja feita para acabar de vez com essa história, que infelizmente vem sendo usada de forma politiqueira e vil, tentando me imputar de forma mentirosa essa acusação”, declara, em trecho da postagem.

Depois das prisões, o governo emitiu uma nota comunicando o afastamento de Airton Siqueira do cargo e a designação do delegado de polícia Fausto de Freitas, do Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção, para responder pelo cargo, cumulativamente, até que todos os fatos relacionados aos dois ex-secretários sejam devidamente esclarecidos.

Paulo Taques (ex-secretário chefe da Casa Civil e primo do governador de Mato Grosso), o coronel Airton Siqueira (secretário de Justiça e Direitos Humanos), o coronel da PM Evandro Alexandre Lesco e Rogers Jarbas (secretário estadual de Segurança Pública) foram presos em operação (Foto: Lenine Martins/José Medeiros/Rafaella Zanol/Maria Anffe)Paulo Taques (ex-secretário chefe da Casa Civil e primo do governador de Mato Grosso), o coronel Airton Siqueira (secretário de Justiça e Direitos Humanos), o coronel da PM Evandro Alexandre Lesco e Rogers Jarbas (secretário estadual de Segurança Pública) foram presos em operação (Foto: Lenine Martins/José Medeiros/Rafaella Zanol/Maria Anffe)

Paulo Taques (ex-secretário chefe da Casa Civil e primo do governador de Mato Grosso), o coronel Airton Siqueira (secretário de Justiça e Direitos Humanos), o coronel da PM Evandro Alexandre Lesco e Rogers Jarbas (secretário estadual de Segurança Pública) foram presos em operação (Foto: Lenine Martins/José Medeiros/Rafaella Zanol/Maria Anffe)

Operação Esdras

A Operação Esdras foi deflagrada nessa quarta-feira com o objetivo de cumprir oito mandados de prisão, 15 mandados de busca e apreensão e um mandado de condução coercitiva. As medidas cautelares são contra dois advogados. A condução coercitiva é contra o corregedor-geral da PM, coronel Carlos Eduardo Pinheiro da Silva.

Além do secretário da Sejudh, também foram presos o coronel da PM Evandro Alexandre Lesco, Helen Christy Carvalho Dias Lesco (mulher de Lesco), Paulo Taques (ex-secretário chefe da Casa Civil e primo do governador de Mato Grosso), Rogers Jarbas (secretário afastado de Segurança Pública), o sargento João Ricardo Soler e o empresário José Marilson.

A defesa do advogado Paulo Taques disse que não irá se manifestar sobre a operação no momento. Os demais presos ainda não se manifestaram sobre o caso. Por meio de nota, o governo disse que “recebeu com surpresa e perplexidade os fatos revelados”, mas que apoia desde o início as investigações.

Além de Siqueira, Jarbas também deve permanecer afastado do governo até que todos os fatos relacionados a ele sejam esclarecidos. O assessor dele, major PM Michel Ferronato, também teve a prisão decretada pela Justiça, mas encontra-se foragido.

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