O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB), avaliou que a imagem do Legislativo, enquanto instituição, não será afetada com a prisão do deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) e recentes denúncias de “mensalinho”, na delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

 

Ele afirmou que, em sua gestão como presidente, tem procurado eliminar focos de suspeitas, como em casos licitatórios, entre outros. Além disso, ressaltou que a Casa “continua desenvolvendo o seu papel de legislar”.

 

“A imagem da Assembleia como instituição continua normal, não foi abalada. A Assembleia é um Poder. Quem erra são as pessoas e cada um responde por seus atos. Então, enquanto instituição, a Assembleia continua trabalhando e fazendo seu papel”, disse.

 

O que posso garantir é que aqui, desde que entramos, não existe mais mensalinho, não existe coisa errada

“O que posso garantir é que aqui, desde que entramos, não existe mais mensalinho, não existe coisa errada. Mas, se existe, que se investigue e que se puna. Na minha gestão, estou eliminando tudo que tinha de errado. Se tinha alguma coisa, nem que fosse só suspeitas, cortamos”, afirmou.

 

Apesar disso, o deputado disse que o momento que o Legislativo atravessa dificulta a aprovação de projetos importantes, como a Proposta de Emendas Constitucional (PEC) do Teto de Gastos.

 

“Estamos trabalhando, fazendo um mandato produtivo para recuperar a imagem da Assembleia. Estamos vivendo um momento de crise, tanto política como econômica. E isso é ruim, porque temos que aprovar leis duras, como a PEC do Teto”, disse.

 

Banca de advogados e suplente

 

Nesta semana, o deputado peticionou o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF) para saber se os parlamentares podem votar a manutenção ou não da prisão de Fabris. O parlamentar está preso desde sexta-feira (15), acusado de obstrução à Justiça.

 

Botelho espera a resposta para os próximos dias, mas descartou contratar uma banca de advogados para reverter eventual decisão de Fux.

 

“Temos um quadro de procuradores que estão estudando e analisando essa questão e não há essa necessidade. Foi feita essa consulta, protocolada. Então, estamos aguardando essa resposta para os próximos dias para saber os próximos passos”, afirmou.

 

Ele disse que deverá dar posse ao suplente de Fabris, Meraldo Sá (PSD), na próxima terça-feira (26), caso até lá não tenha se resolvido a situação do colega.

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