O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) também teria gravado os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e entregado as gravações ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os materiais midiáticos foram anexados à sua delação no último dia 6 de setembro e seria o principal argumento que culminou no afastamento dos cinco conselheiros durante a 12º fase da Operação “Ararath”, denominada “Malebolge”.

As gravações de áudio e vídeo foram realizadas com um aparelho audiovisual e uma caneta “espiã” pelo ex-chefe do Palácio Paiaguás. As provas anexadas já se encontrariam no inquérito que trata das denúncias contra os conselheiros.

José Carlos Novelli, Antônio Joaquim, Valter Albano, Sérgio Ricardo e Waldir Teis foram afastados na última quinta-feira (14) por decisão do ministro Fux, que também atendeu ao pedido de mandados de busca e apreensão nos respectivos gabinetes e residências.

Os conselheiros do TCE foram acusados pelo ex-governador de terem recebido R$ 53 milhões em troca da autorização da Corte de Contas para o governo dar continuidade nas obras da Copa do Mundo e da aprovação das contas do último ano de governo de Silval.

Com o afastamento dos conselheiros citados na delação de Silval Barbosa, a Corte de Contas de Mato Grosso será comandada pelo conselheiro Gonçalo Domingo de Campos Neto.

Já os conselheiros substitutos Luiz Henrique Lima, Luiz Carlos Pereira, Jaqueline Jacobsen, João Batista Camargo, Isaias Lopes e Moisés Maciel integrarão o pleno da Corte.

OUTRAS GRAVAÇÕES 

O ex-chefe de Gabinete do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) Sílvio Corrêa gravou 11 deputados estaduais da legislatura anterior (2010-2014) recebendo propina, para garantir a governabilidade e manutenção do esquema de desvio de recursos públicos na execução do programa MT Integrado.

Além do prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PMDB), da prefeita de Juara Luciane Bezerra (PSB), do deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), do deputado estadual Zé Domingos Fraga (PSD) e dos ex-estaduais Jota Barreto (PR) e Alexandre César (PT), que tiveram as imagens recebendo dinheiro exibidas pelo Jornal Nacional ontem (24), outros cinco também teriam sido gravados. São eles Luiz Marinho (PTB), Airton Português (PSD), Gilmar Fabris (PSD), Antônio Azambuja (PP) e Baiano Filho (PSDB).

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