Embora oito deputados estaduais tenham sido alvo de busca e apreensão na Operação Malebolge (12ª fase da Ararath), na última quinta (14), eles não são os únicos que estão na mira da Polícia Federal. Outros parlamentares são acusados, conforme delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), de receberem “mensalinho” do Executivo, extorqui-lo para aprovação das contas de 2014, para não ser citado na CPI das Obras da Copa e em outras situações.

Dos deputados que são acusados de receberem propina, mas não foram alvos estão Sebastião Rezende (PSC), Mauro Savi (PSB), Guilherme Maluf (PSDB), Pedro Satélite (PSD) e Dilmar Dal Bosco (DEM).

Já contra os parlamentares Zeca Viana (PDT), Eduardo Botelho (PSB) e Wancley Carvalho (PV), a pedido do Ministério Público Federal (MPF), o ministro do STF Luiz Fux abriu inquérito para investigá-los. Figuram na lista também o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP) e o estadual Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), além do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB). O trio foi alvo da PF.

Dos oito deputados que tiveram os gabinetes revirados, onde documentos e eletrônicos foram levados, Zé Domingos Fraga (PSD), Baiano Filho (PSDB) e Gilmar Fabris (PSD) foram flagrados em vídeo recebendo e/ou cobrando o pagamento de suposta propina na sala do ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio Correa. Fabris se entregou à PF, na última sexta (15), sob suspeita de obstrução à Justiça.

Já Romoaldo Junior (PMDB) e Wagner Ramos (PSD), além de serem acusados de receber mensalinho, foram gravados em áudio supostamente negociando a aprovação das contas de Silval de 2014 com o irmão e filho do ex-governador, respectivamente, Antonio Barbosa, o Toninho, e Rodrigo Barbosa. O deputado Silvano Amaral (PMDB) também teria cobrado para votar favorável às contas do peemedebista.

Já no caso do deputado Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), além de supostamente receber mensalinho, é acusado de pagar propina de R$ 7 milhões ao ex-governador para garantir a concessão e cobrança de pedágio da MT-130 para a empresa Morro da Mesa.

Em relação a Oscar, existe a acusação de ter cobrado propina de até R$ 15 milhões para livrar Silval do indiciamento na CPI das Obras da Copa que presidiu. O socialista é marido da prefeita de Juara Luciane Bezerra (PSB), filmada recebendo suposta propina no período em que era deputada estadual. Luciane também foi alvo de busca e apreensão.

A mesma situação ocorre com o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PMDB) também alvo da PF quando teve sua residência e seu gabinete na prefeitura vasculhados pelos agentes. O peemedebista aparece no vídeo recebendo maços de dinheiro.

Estão na lista da Operação ex-deputados que foram acusados de receber propina foram: Luiz Marinho, Airton Português, Alexandre Cesar (PT), Jota Barreto, Carlos Azambuja. O deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), que também foi flagrado em vídeo, teve sua residência e gabinete na Câmara Federal invadidos pela PF.

Na delação premiado, Silval relata 57 eventos de corrupção, muitos deles ainda em análise pela Procuradoria Geral da República (PRG) se possuem provas concretas para solicitar diligências, como abertura de inquérito e mandatos de busca e apreensão.

Todos os citados na matéria negam qualquer participação criminosa e afirmam que vão prestar esclarecimentos à Justiça.

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