A Polícia Federal deflagrou há pouco uma operação em decorrência da delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e também dos seus familiares. Informações preliminares são conta que estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão e não se sabe se existem prisões para alguns dos 60 citados nos depoimentos por Silval.

Um dos alvos é o prédio da Assembleia Legislativa. Policiais federais colhem documentos nos gabinetes dos parlamentares filmados pelo ex-chefe de gabinete, Silvio César Correa, e não haverá expediente no Legislativo até que todos documentos sejam colhidos.

Policiais também estão na residência do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), no bairro Jardim das Américas. Ele foi um gravados supostamente recebendo propina.

Mandados de busca e apreensão também são cumpridos contra conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. Cinco dos sete integrantes do orgão teriam cobrado propina de R$ 53 milhões do ex-governador para aprovar contas e fazer “vistas grossas” nas obras relacionadas a Copa do Mundo e ao programa MT Integrado.

Para realizar a operação de hoje, a PF usou uma estratégia para evitar o vazamento. Um avião da corporação chegou ontem por volta das 22h00 no aeroporto de Várzea Grande e os agentes pernoitaram num quartel do Exército, em Cuiabá.

A colaboração premiada de Silval Barbosa, Sílvio Correa e ainda da ex-primeira-dama Roseli Barbosa, empresário Antônio Barbosa e médico Rodrigo Barbosa foi homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux. Ele qualificou como “monstruosa”.

 

 

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