Citado na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) em diversos esquemas de corrupção na época em que governava Mato Grosso e compondo o quadro do governo instável do presidente Michel Temer, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Maggi (PP) deve deixar a política no próximo ano. Isso porque Maggi não vai disputar eleição em 2018, quando termina seu mandato de senador, do qual está licenciado e quando termina a gestão.

A informação partiu do próprio Blairo em meio à explicação sobre os rumores de que uma reforma ministerial afetaria o quadro do Partido Progressista (PP) no governo federal.

“Essa história é conversa fiada, não tem nada disso e eu não estou de saída do governo. Conversei bastante com o presidente Temer e ele me garantiu que eu tenho carta branca para ficar no governo ou sair ano que vem para concorrer a alguma eleição, mas eu disse para ele que não devo me candidatar a nada e quero ficar no ministério até o fim de dezembro de 2018”, disse Maggi em entrevista ao site Valor Econômico.

Durante a entrevista, Maggi também afirmou que não há qualquer constrangimento em permanecer no governo de Temer. Ambos estão abalados por delações e investigações sobre corrupção em várias operações como a Lava Jato e a Ararath, esta reacendida pela delação de Silval Barbosa.

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Na delação de seu ex-vice-governador, Blairo Maggi é citado em anexos que falam sobre pagamento de propina ao ex-secretário de Estado Eder Moraes para mudar versão em depoimento feito ao Ministério Público sobre a suspeita de compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), compra de apoio de deputados estaduais no chamado “mensalinho” e também de conselheiros de contas, além de negociatas em campanhas eleitorais passadas.

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