Em sua delação “monstruosa”, como classificou o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) afirma que foi avalista de um empréstimo realizada pelo ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) na época da campanha eleitoral municipal de 2008.

O valor do empréstimo teria sido de R$ 2,5 milhões, efetuado junto ao empresário do ramo de factoring Gércio Marcelino Mendonça Júnior, mais conhecido como Júnior Mendonça.

Segundo o ex-governador, ele assinou uma nota promissória juntamente com o então candidato à Prefeitura de Cuiabá e seu chefe financeiro de campanha Mauro Carvalho. Silval disse ainda que não sabe como o ex-prefeito fez para pagar o empréstimo.

Procurado pelo Gazeta Digital, o ex-prefeito Mauro Mendes não atendeu ou retornou à ligação e mensagem da reportagem.

“O colaborador se recorda também que foi avalista de um empréstimo efetuado pelo prefeito de Cuiabá Mauro Mendes perante Junior Mendonça, no montante aproximado de R$ 2.500.000,00, para a campanha para a prefeitura de Cuiabá no ano de 2008. O colaborador assinou a nota promissória juntamente com Mauro Mendes e Mauro Carvalho, chefe financeiro da campanha, não sabendo com Mauro Mendes pagou o empréstimo”, diz Silval em sua delação.

Reprodução

 

Além disso, Silval Barbosa afirma que avalizou também um cheque de R$ 1 milhão de Mauro Mendes, juntamente com uma pessoa denominada “Marilene”, que aparece na delação do ex-governador em um anexo que contém a lista dos principais operadores financeiros do “sistema” e que, segundo ele, já operavam desde o governo Blairo e que continuaram operando em sua gestão. Marilene teria sido avalista juntamente com Silval em outros empréstimos tomados por empresários ligados ao governo.

Os empréstimos em que diz ter figurado como avalista de Mauro Mendes, segundo o delator, ocorreram depois que o então candidato juntamente com o então governador Blairo Maggi (PP) o procuraram para pedir que intermediasse junto ao deputado federal Carlos Bezerra o apoio do PMDB para a campanha de Mendes.

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Ao conversar com Bezerra, Silval afirma que este somente aceitou firmar o pacto eleitoral caso tivesse em troca o aporte de R$ 4 milhões para a eleição daquele ano.

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