O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) revelou que recebeu uma propina de cerca de R$ 300 mil da empresa Canal Livre S/A, responsável pela implantação dos serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da Arena Pantanal. O dinheiro teria sido repassado por meio do deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB), que teria pago parte da propina também por meio da reforma da Pousada Cristalino, de propriedade de Silval e que foi vendida pelo próprio deputado estadual em 2003.

A informação está presente no acordo de colaboração premiada feito pelo ex-governador à Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo ele, a Canal Livre pagava propina diretamente a Romoaldo Junior, que fez um acordo com Sival para se comprometer a “priorizar os pagamentos a empresa”. Em troca, Silval recebeu parte dos recursos repassados ao parlamentar.

A parte de Silval da propina, segundo o próprio ex-governador, foi o pagamento da reforma da pousada.

O deputado Romoaldo Junior confirmou a venda da pousada a Silval Barbosa. No entanto, disse “desconhecer” a origem dos recursos que foram utilizados para reforma do empreendimento. “O deputado estadual Romoaldo Júnior desconhece a origem dos recursos que custearam a reforma solicitada pelo ex-governador, uma vez que as despesas da obra eram bancadas pelo delator e ex-governador Silval Barbosa”, disse Romoaldo Júnior.

PROPINA DA ARENA

Nesta segunda-feira, a Rede Globo divulgou que o ex-governador confessou ter recebido propina na obra da Arena Pantanal. Segundo a reportagem, a própria construção da Arena Pantanal também teria sido utilizada para obtenção de propina.

O ex-governador afirmou que antes do início da implantação do estádio, em 2010, o então de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), Eder de Moraes, procurou a Mendes Junior, construtura responsável pela obra, exigindo propina de 3% sobre o valor do negócio – orçado inicialmente em R$ 400 milhões -, e que os recursos seriam pagos a cada etapa finalizada. Em 2011, Eder de Moraes assumiu a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa-MT), cargo que ocupou por um ano até ser substituído por Maurício Guimarães. No entanto, de acordo com a reportagem, o esquema perdurou mesmo com a saída de Moraes.

 

fonte ; Folhamax

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *