Controlador-geral do Estado, Ciro Rodolpho Gonçalves, acaba de informar que o governador Pedro Taques (PSDB) determinou a suspensão imediata das negociações que vinham sendo realizadas com o Consórcio VLT Cuiabá Várzea Grande para a retomada das obras do VLT, paralisadas desde o final de 2014. A decisão foi motivada pela Operação Descarilho da Polícia Federal deflagrada nesta quarta-feira (9) para investigar crimes de fraude ao processo licitatório, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais ocorridos durante a escolha do modal VLT.

 

“A determinação nesse 1º momento é a suspensão do diálogo com o Consórcio, embora parte desses fatos estejam dentro dos trabalhos de investigação da própria administração que são as auditorias. As auditorias tinham essa finalidade. Essa cautela que o governador sempre teve. É determinação dele, auditar e compartilhar. Isso a gente sempre fez e vai continuar fazendo, se isso afeta a administração, a 1ª medida nesse momento é a suspensão do diálogo”, afirmou Ciro Gonçalves ao explicar que dentro do instantes a o Gabinete de Comunicação (Gcom) vai publicar uma nota oficializando a medida de suspender os diálogos com o Consórcio.

A suspensão das negociações também será informada ao juiz Ciro José de Andrade Arapiraca, da 1ª Vara Federal de Mato Grosso, responsável pelos processos envolvendo o VLT, que dizem respeito à possível retomada das obras.

No final do mês passado, mais especificamente no dia 28 de julho, o magistrado deferiu parcialmente o pedido formulado pelo governo do Estado e concedeu 20 dias para a finalização do acordo junto ao Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande para a retomada das obras do modal de transporte. O prazo final foi concedido para que o Estado finalizasse o acordo, de modo que pudesse atender as exigências dos Ministérios Públicos Estadual e Federal. O Estado havia solicitado mais 30 dias para apresentar uma versão da minuta de acordo entre as partes.

Agora com a operação que investiga fraudes no contrato e na execução da obra, o governador mandou suspender, pelo menos por ora, as negociaçãos com o Consócio VLT Cuiabá-Várzea Grande.

(Colaborou Janaiara Soares, repórter de A Gazeta)

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